Edição anterior (2163):
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Ed. 2163:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2163): segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Ed.2163:

Compartilhe:

Voltar:


  Geral

Psicóloga recomenda uso moderado das redes por crianças

Para Raquel Martins, é necessário ainda que os pais entendam o período de pandemia para as crianças

Wellington Daniel


 Nesta segunda-feira (12), é comemorado o Dia das Crianças. Em 2020, a data será diferente devido a pandemia da covid-19. Se já era mais comum ver os “baixinhos” em celulares e tabletes do que realizando brincadeiras com outros colegas, o isolamento social fez com que a situação se agravasse ainda mais. Mas os pais e responsáveis precisam ter cuidado e prezar pelo uso moderado das redes, afirma a psicóloga Raquel Martins.

- Com a covid-19 e as aulas online, a utilização de recursos tecnológicos tem crescido para a comunicação, estudo, trabalho. Mas é necessário que os pais estejam atentos no que tange as crianças nas redes, acompanhe o que eles veem nas horas vagas – disse.

Nos últimos dias, o debate sobre o uso excessivo das redes ficou em evidência pelo documentário do serviço de streaming, Netflix. Intitulado de “O Dilema das Redes”, o longa aponta dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos que apontam para um aumento de autoflagelação e suicídio entre pré-adolescentes e adolescentes.

- O documentário da Netflix, “O Dilema das Redes”, aborda sobre o risco excessivo das redes sociais no cotidiano. E não estamos aqui para falar para não fazer uso delas, mas para que se tenha equilíbrio no que diz respeito ao seu uso – afirmou.

 

A pandemia e as mudanças

Citando o psiquiatra Viktor Frankl, criador da Logoterapia, que debate principalmente o sentido da vida, a psicóloga aponta que o fato atípico, a pandemia, traz alterações psicológicas. Os pais, por exemplo, precisam dar conta da casa, do trabalho home office e dos filhos. Já as crianças e adolescentes, perdem os contatos presenciais.

- Com a pandemia e o confinamento, pais e filhos estão passando o dia todo em casa, o que pode causar questões psicológicas. Como afirma Viktor Frankl, em uma abordagem psicológica onde o autor diz que é natural que um fato atípico na vida das pessoas traga consigo alterações psicológicas. E é o que tem ocorrido com a quarentena, tem se aumentado o número de pessoas procurando ajuda psicológica devido a esse tempo sem poder ter contato diretamente com as outras pessoas – explicou.

A psicóloga afirma que, assim como tem sido difícil para os responsáveis, os filhos também precisaram mudar completamente suas rotinas. Segundo ela, isso tem feito com que as crianças fiquem estressadas e enteadas por não poderem sair de casa.

- A falta de contato com os pares tem feito muitas crianças ficarem estressadas, entediadas por não poderem sair de casa e terem que passar tanto tempo em um mesmo espaço. Nesse período tão “atípico” para todos, é necessário que os pais tenham paciência e entendam que assim como eles, os filhos também sentem-se cansados, estressados e entediados – afirmou.

 

O que fazer

Com todas essas mudanças, os pais devem controlar o tempo que os filhos passam em frente as telas. Também é necessário que entenda a realidade deles neste período. Raquel também explica que, para que haja atividades, os responsáveis podem montar uma rotina para os filhos e de coisas para fazerem juntos.

- Diante disso, os pais podem montar uma rotina para os filhos. Por exemplo, um dia ajudando a fazer alguma receita na cozinha. Aproveite esse tempo para contar histórias familiares ou brincadeiras de quando era pequeno. As escolas tem feito inúmeras propostas de atividades para serem desenvolvidas em casa de uma forma lúdica e divertida – concluiu.



Edição anterior (2163):
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
Ed. 2163:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2163): segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Ed.2163:

Compartilhe:

Voltar:

Veja também:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior