Edição anterior (2088):
quarta-feira, 29 de julho de 2020
Ed. 2088:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2088): quarta-feira, 29 de julho de 2020

Ed.2088:

Compartilhe:

Voltar:


  Incêndio
 

Queimadas destroem áreas  que correspondem a 600 campos de futebol em Unidades de Conservação

Fogo consumiu mais de 560 hectares na Rebio-Araras e mais 45 no Parnaso

Força-tarefa para combate mobilizou 79 homens, 18 viaturas e um helicóptero

Jaqueline Ribeiro - Especial para o Diário

 

Queimadas atingem áreas de mata em duas unidades de conservação e já consumira mais de 600 hectares - o que corresponde a 600 campos de futebol - de vegetação em áreas de preservação permanente (APPs) em Araras e no Caxambú. A situação mais crítica está  no Vale das Videiras, onde o incêndio criminoso de um veículo na Estrada Almirante Paulo Meira, é apontado pela Polícia Civil como a causa da maior queimada em uma área de conservação registrada este ano -  são mais de 560 hectares já destruídos na zona de amortecimento e em parte da Reserva Biológica de Araras (Rebio Araras).

O combate às chamas em áreas de difícil acesso, exigiu a estruturação de uma força-tarefa com 18 viaturas, um helicóptero e 79 homens. Os trabalhos serão retomados nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (29.07). A base operacional dos Bombeiros foi montada em Araras - área mais atingida.

Durante toda terça-feira as equipes que atuam simultaneamente em dois pontos distintos em áreas de difícil acesso do município. Na região do Vale das Videiras, o incêndio, que teve início na madrugada de segunda-feira, havia  consumido até a tarde de ontem mais de 560 hectares. No Caxambú o fogo, que começou na noite de segunda-feira, destruiu um área de pelo menos 45 hectares no morro do Cobiçado - árrea que faz parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso) - unidade de Conservação federal, mais antiga da região.

As equipes partiram da região do Vale das Videira para atuar nas duas frentes de combate. A Força tarefa é composta pelo Corpo de Bombeiros (CBMERJ), Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio/ IBAMA), além de Defesa Civil e Guarda Civil Municipal.

A base operacional foi montada  nas proximidades da sede de Rebio Araras em  um sítio usado para pouso e decolagem o dia todo. Uma aeronave efetuou o lançamento das equipes na área de mata e fez o combate à incêndio com o lançamento de água. Por terra cinco viaturas seguiram por trilha para efetuar o combate.

  - As equipes foram divididas para atuar na Rebio Araras e no Cobiçado. No Vale das Videiras, o fogo começou na zona de amortecimento, mas já está dentro da Rebio. O combate ali foi feito em três frentes. Duas delas tiveram os focos extintos, mas ainda há um ponto em que o combate será retomado nesta quarta - explica o comandante do 15º Grupamento do Corpo de Bombeiros, tenente-coronal Gil Kempers.

O combate aos focos de fogo em vegetação no Vale das Videiras começou na madrugada de segunda. Bombeiros foram acionados para o incêndio em um veiculo na Estrada Almirante Paulo Meira. O fogo se alastrou e consumiu mais de 560 hectares de vegetação. De acordo com a polícia, o proprietário do veículo teria ateado fogo ao carro por conta do seguro. Ele foi preso por policiais da Delegacia de Itaipava (106ªDP).

No Cobiçado fogo destruiu área de 45 campos de futebol

Brigadistas do ICMBio e Ibama retomam nesta quarta-feira o combate às chamas que desde a noite de segunda-feira (27.07) consomem áreas de mata do Parnaso no morro do Cobiçado, no Caxambu. Ao todo 24 brigadistas atuaram no local ontem. De acordo com o Parnaso, 16 brigadistas foram enviados ao Posto de Comando na REBIO Araras -  parte deles foi levada de helicóptero para o combate as chamas no cume do Cobiçado, no Caxambú, outros  ficaram auxiliando o combate em Araras.

Pela manhã quatro brigadistas do ICMBio/base Petrópolis subiram a pé o Cobiçado, uma caminhada de cerca de 3 horas e iniciaram o combate. No começo da tarde mais cinco brigadistas do ICMBio/ base Petrópolis subiram a pé o Cobiçado. Oito bombeiros também atuaram em combate no local.

- As equipes encontraram condições desfavoráveis: alta temperatura, baixa umidade, vento forte, vegetação com bastante combustível seco e relevo acidentado de difícil locomoção. O combate direto foi feito com abafador, enxadas e foice. O fogo ainda não foi extinto. As equipes atuaram em uma frente no Morin, mas ainda há uma frente de fogo em direção ao Ventania  - explica o analista ambiental e gerente de Fogo do Parnaso, Gabriel Cattan, pontuando que a causa do início do incêndio ainda está sendo apurada.

- Amanhã vamos fazer um sobrevôo com o drone, para verificarmos a situação e definir a estratégia para as equipes retomarem o combate. Vamos começar a buscar também, indícios que possam ajudar a apontar a autoria do incêndio - explica. 



Edição anterior (2088):
quarta-feira, 29 de julho de 2020
Ed. 2088:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2088): quarta-feira, 29 de julho de 2020

Ed.2088:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior