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  Economia

Reajuste na tarifa de energia elétrica entra em vigor nesta sexta

Aumento para os consumidores pode chegar a 9,70%

Leticia Knibel - especial para o Diário

Após o anúncio da Petrobras a respeito do aumento do preço da gasolina nas refinarias do país, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou uma nota informando aos consumidores sobre o reajuste nas tarifas, que será válido a partir dessa sexta-feira (15).

O órgão federal aprovou o reajuste tarifário da Enel e de outras distribuidoras na última terça-feira (12) para consumidores de baixa tensão (em sua maioria clientes residenciais) em 9,72%, e também para os consumidores de média e alta tensão (indústrias e grandes comércio), representando uma alta de 9,65%. Segundo a empresa, o total desse reajuste será, em média, de 9,70%.

De acordo com a empresa, os principais fatores que influenciaram o aumento foram a compra de energia e encargos setoriais. Esses fatores, que são definidos por lei e regulamentação, que não são gerenciados pela companhia, representam juntos 4,76% do reajuste tarifário deste ano. Do reajuste total, a parcela que cabe à atividade de distribuição de energia (Enel) correspondeu a apenas 0,69%.

- Essa notícia não me surpreendeu. Fica difícil saber quanto pagamos de luz, pois a empresa a cada mês manda a conta com tarifas diferentes: uma vez pago R$ 60, em outra R$ 200. Com o novo reajuste é provável que eu tenha que deixar de investir em algo para poder pagar esse novo valor na conta - relata uma moradora, que preferiu não se identificar.

A distribuidora alega que a compra de energia foi impactada pelos elevados custos de geração de energia no país - uma vez que os reservatórios das hidrelétricas continuam baixos -, além da elevação do custo de energia da usina de Itaipu, em função do aumento da variação cambial.

Para Cristóvão Bahia, gerente de uma lanchonete da cidade, o aumento poderá impactar não só nos valores dos alimentos comercializados, bem como no funcionamento do estabelecimento.

- Atualmente, pagamos em média, R$ 4.600 a R$ 4.800 por mês de luz. Se todas as taxas cobradas pelo governo e empresas continuarem a aumentar, ficará difícil manter o funcionamento da loja como é hoje. Por isso, tem tantos estabelecimentos fechando e tantas pessoas perdendo o emprego no comércio - destaca.

Bahia ainda ressalta que o aumento do salário mínimo não acompanhou todos os outros reajustes feitos pelo governo. "Nós apenas pagamos e não recebemos nada em retorno".

Vale ressaltar que as tarifas de energia são definidas pela Aneel com base em leis e regulamentos federais e contêm custos que não são de responsabilidade da Enel como: impostos, encargos setoriais, custos de geração e transmissão de energia. Estes valores são arrecadados pela distribuidora, por meio da tarifa de energia, e repassados às empresas de geração, transmissão e ao Governo Federal.

 

 

 

 



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