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  Colunistas
Reinaldo Paes Barreto
COLUNISTA

 

 

Rio, 7 de março de 2019. Vinho: dicas práticas


Hoje, vamos trocar algumas informações sobre vinho que farão bem ao seu bolso (e à sua alma). Quando tiverem escolhido um restaurante para almoçar ou jantar, telefone perguntando se pode levar o seu vinho sem “pagar a rolha” (termo que os estabelecimentos usam para quem não pede os vinhos da casa).


 foto Revista Adega

Se não cobrarem, ótimo. Se cobrarem, pergunte “quanto” e faça o cálculo bem simples: quanto pagou pelo vinho + esse custo. Se der até um total palatável, leve a própria “ampola” (mas numa embalagem decente: nada de papel de jornal). Mas se o restaurante cobrar quarenta reais em diante (e salvo se for um vinhaço que – lá — iria custar os tubos), não leve e decida na hora se pede os da casa ou a velha e boa cervejinha!

Outra: se fore receber amigos para o clássico “queijos e vinhos”, tome algumas providências. A primeira é manter bem à vista dos convivas um vistoso suco (abacaxi com hortelã, ou melancia) ou uma água mineral Pedras Salgadas, portuguesa, para a moçada não matar a sede com vinho branco gelado, ou espumante.

A segunda é comprar brancos e tintos da mesma marca para que a turma não goste mais de um … que será o primeiro a acabar!  Por exemplo: portugueses: Esteva, Quinta do Cabriz, Quinta das Amoras, Quinta da Aveleda, Muros Antigos e Porca de Murça; argentinos: Norton, Altosur, Alto las Hormigas, Bodegas del fin del Mundo, Don Valentin e Trivento (o branco pode ser da deliciosa casta Torrontés); chilenos: Viña Montes, Santa Carolina, Montes Alpha, Leyda, Santa Rita e Casillero del Diablo. Se for gente moderada, calcule meia garrafa por pessoa; mas compre sempre uma reserva, que vinho colocado deitado e em lugar refrigerado dura muito. Vexame, não!

Último: mencione alguma curiosidade sobre a escolha dos vinhos (mantenha-os nas temperaturas adequadas: brancos em 12 a 15 graus, tintos entre 16 e 20 graus, o mesmo para os queijos – e pães, muito importante (os supermercados Zona Sul oferecem, agora, os de lenta fermentação: excelentes!) – mas não exagere na sabença. Hoje quem se interessa especialmente por um assunto, procura as respostas no Google. Cuidado com a enochatice…


 Obs: calcule uma garrafa de branco para cada três pessoas e uma de tinto para cada duas — se os seus amigos forem morigerados…

Deresto,  conduza ä noite” evitanto que alguém se sobressaia de mais (ou de menos!) e “tire da cartola” — se for preciso — dois ou três “causos” interessantes, umas três piadas… e uma vassoura de plantão para coloca-la de ponta cabeça atrás da porta … se os amigos passarem das 2h da matina.

Outra: faça um arranjo bacana, com um vaso de flores, uvas, porque enquanto o vinho é bonito, o queijo não. Um plateau de fromages parece uma paisagem lunar, com buracos, protuberâncias, planícies e pedras soltas.


 Ah, sim, e nada de parlatório e gargalhadas no hall do elevador (os vizinhos estão dormindo…).  Até porque como dizia o Roberto Campos, a diferença do francês para o brasileiro é que o francês sai sem se despedir … e o brasileiro se despede, mas não sai!



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