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  Colunistas
Reinaldo Paes Barreto
COLUNISTA

 

 

Beber e comer com civismo!

Em 7 de setembro de 1822, após proclamar a independência do Brasil, D. Pedro I brindou a vitória com cachaça (sugestão do José Bonifácio), porque vinho era bebida de europeu.

 Grito do Ipiranga de Pedro Américo

Durante a Semana de Arte Moderna, 100 anos depois, nos salões chiques da Av. Paulista os “revolucionários da arte” – Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e outros, bebiam cachaça em flutes de champagne -- porque a cachaça era verde-e-amarela.

Durante a Revolução Farroupilha no RGS (1836-1845) , em que os revoltosos criaram a chamada República Rio-Grandense, em pleno Segundo Império, o brinde era: a nós, que nos bastamos!

Quando Talleyrand se apresentou ao Congresso de Viena, em 1814 (reunido para discutir o poder na Europa, pós-Napoleão) levou como “símbolo da França” o queijo Brie, batizado por ele como “le Roi des fromages, le fromage des Rois”.

Mais de 150 anos depois, o então presidente francês Valéry Giscard d’ Estaing espetou no peito de Paul Bocuse  a Légion d’Honneur, a mais alta condecoração francesa, num gesto inédito, que celebra o upgrade do cozinheiro a chef – e lhe oferece além da cozinha, o salão, os holofotes, a mídia.

Parênteses: para celebrar a ocasião, Bocuse  preparou a sopa de trufas, que ficou célebre e ganhou o nome de VGE. Caldo de carne, vinho branco, trufas negras, foie gras, cenoura, cebola, salsão, carne cortada em pedaços finíssimos, pitadas de sal marinho e pimenta-do-reino. O toque distintivo: crosta de massa folhada para preservar o calor e os aromas.

 

O primeiro presidente americano, George Washington, que governou de 1789-97, adorava vinhos receber amigos e tanto ele quanto a mulher, Martha, dificilmente jantavam a sós. Sempre tinham convidados, alguns estrangeiros inclusive.      

E  valorizavam a matéria-prima americana. Incentivaram o cultivo de esturjões do Potomac, carro-chefe da sopa -- “chouder”-- uma sopa de amêijoas da Nova Inglaterra. E como ele um grande fazendeiro, não podia faltar ao prato principal a boa carne de boi confinado trazida de sua fazenda em Mount Vernon, na Virgínia.

Finalmente, durante os meses seguintes ao 11 de setembro de 2001, tudo que fosse afrancesado ou procedente da Europa e de outros países, foi rebatizado em nome da onda Keep America Rolling (mantenha a América funcionando...). Ate as clássicasssica “french fries” passaram a ser chamadas de “freedom fries”.

Parece bobagem, mas funciona. Grande parte da energia que sustentou o moral do povo britânico durante os bombardeios e horrores da Segunda Guerra, estava contida na frase do Churchill: We shall never surrender!

Nós nunca nos renderemos.

 

 



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