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  Colunistas
Reinaldo Paes Barreto
COLUNISTA

 

 

Santos Populares

A expressão merece um verbete: não é que os outros santos sejam de elite. Mas Santo Antônio (António para os irmãos lusos), São João e São Pedro, são o máximo divisor comum entre todos os santos queridos dos católicos  mundo afora.

O que eles têm em comum? Primeiro: a alegria de festeja-los.

E, no Brasil – sobretudo no Nordeste, aonde as festas de/para São João reúnem mais gente do que o Natal e o Réveillon juntos – junho coincide com a colheita do milho e o período das chuvas: ó bênção!

Por isso, come-se tudo que engorda. Canjica, mandioca em calda, bolo e broa de milho, doce de batata-doce, de abóbora, de cidra com rapadura –furrundum –  mamão em pedaços, pão de cará, pão-de-ló cortado, paçoca, pé-de-moleque, batata-doce, mandioca, amendoim torrado, pipoca, pamonha, cuscuz e o que mais estiver no prato…

 

 

Segundo motivo: porque transporta-se uma herança europeia.  De Portugal, o culto à mesa farta, prendas, namoros e simpatias; da França, a dança marcada. Lá, polca, minueto. Aqui, quadrilha, com tradução tropical -- “en arrière”, virou an`arriê…

 

 

E da China, via Europa, veio a tradição de soltar fogos de artifício, reduzida “pela teoria de Darwin aplicada aos materiais (sobrevive não o mais forte, mas o que melhor se adapta)”: a fogueiras doméstica, rojões e estalinhos.


 
 

Além disso — e donde os fogos, sobretudo na Europa — essa data coincide de perto com o mês do solstício de verão. Ou seja, o sol = o fogo = piromania.  Donde, pular fogueira.

 

 

Foto do Google, na Rússia.

Mas vamos ao santo da semana, São João Batista.

Primo mais velho de Cristo — e quem o batizou (vejam abaixo o belo quadro de Leonardo Da Vinci) — viveu uma vida extremamente difícil, mas com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, enviado por Deus. Ele batizava a todos que se arrependiam. Era humilde e discreto. E, no entanto, a sua festa é a mais barulhenta e “exibida” das três juninas!



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