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  Colunistas
Reinaldo Paes Barreto
COLUNISTA

 

 

Outubro das santas!

Semana próxima já começamos com dupla celebração – 12 de outubro -- é o dia de N. Sra. Aparecida, padroeira do Brasil desde 1980, quando da visita de João Paulo II e a única imagem de santa com a nossa bandeira nas vestes. E 17 é o dia da última aparição de N. Sra. de Fátima, na Cova da Iria, em Portugal.

Com relação à N. Sra. Aparecida, valem três reflexões. Primeira, a sua aparição e posterior culto e devoção guardam semelhanças com a aparição de Maria, em Fátima: ela apareceu para gente humilde, os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves; segunda, foi erguida no local próximo uma basílica em sua homenagem, ponto de peregrinação de centenas de milhares de fiéis; terceira, ela é percebida pelo “inconsciente coletivo” do nosso povo como uma santa  brasileira. Como em Fátima ela é portuguesa; em Guadalupe, mexicana; em Lourdes, francesa... tanto que a Aparecida ostenta em suas vestes a bandeira do Brasil já que ela é “generala” do nosso Exército também.


 N. Sra. Aparecida

17 de outubro de 1917. Devido ao fato dos pastorinhos terem revelado à vizinhança e comentado na aldeia que a Virgem Maria iria fazer um milagre neste dia, a notícia se espalhou de boca em boca e estavam presentes na Cova da Iria desde o amanhecer cerca de 50 mil pessoas, segundo os relatos da época. E chovia torrencialmente, mas a multidão aguardava com paciência e fé junto às três crianças (Lúcia, Francisco e Jacinta) no terrenos enlameados da serra. O resto nós sabemos: Ela surgiu, disse ser a N. Sra, do Rosário e pediu que orassem o terço... Parou de chover e viu-se o sol. Vejam foto rara da ocasião, publicada no dia seguinte por um jornal de Lisboa.


 multidão na Cova da Iria

Bom, aqui e no mundo serão rezadas milhares de missas – presenciais e sobretudo virtuais – e, nessas missas, o padre consagra o pão e o vinho. Mas qual vinho? O vinho canônico. E qual a diferença dele para o vinho “normal”?

Vamos lá: o Vinho Canônico, em geral tinto (*), leva um acréscimo de açúcar e de aguardente durante o processo de fermentação das uvas, justamente para diminuir essa fermentação, fazendo com que o vinho deixe de envelhecer, o que o torna também mais licoroso e mais alcoólico (entre 16% e 18% GL). E a “a lógica da Igreja” (pelo menos lá atrás, nas pequenas paróquias) para essa sobrevida era (é) economizar na rotatividade das garrafas, porque um vinho mais doce e com mais álcool resiste melhor às precárias condições em que é guardado: em velhas cômodas junto com velas, incenso e mirra, batinas, etc. E não me consta que existam adegas climatizadas nas sacristias! (Alô Maria Clara Bingemer?!) 


 Vinho Canônico

No Brasil, três empresas gaúchas abastecem esse mercado: Salton, Aliança e Chesini. Mas a maior fornecedora é a Salton, que há mais de 60 anos fabrica o Vinho Canônico. E a relativa novidade é que Adega Chesini, de Farroupilha, oferece um Vinho Canônico em embalagens bag-in-box de cinco litros.

Quarta foto: bag-in-box

Epílogo: você já provou Vinho Canônico? Eu já (antes da consagração, é claro). É muito ruinzinho. A minha sugestão é observá-lo de longe – ele lá no altar – com contrição e com todo o respeito. E, depois, chegando em casa, degustar um Châteauneuf-du-Pape, pra ficar no clima litúrgico!


 Saúde, santas, santos e fiéis!

(*) já de alguns 20 anos para cá, o Vaticano autorizou celebrar-se a missa com vinho branco, porque as freirinhas não aguentavam mais lavar aquelas toalhinhas imaculadamente brancas com manchas “de sangue”. E o vinho branco tem menos tanino, facilita a vida dos religiosos com problemas digestivos.



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