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  Cidade


 Restauração da Catedral depende de liberação de recursos do BNDES

Em vistoria ao monumento Iphan confirma necessidade de intervenções

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário

 

Prevista inicialmente para começar em agosto a restauração da Catedral São Pedro de Alcântara aguarda a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para começar a sair do papel. Considerada a maior restauração da história do monumento, a obra é orçada em R$ 13,4 milhões, dos quais R$ 13,1 oriundos do BNDES Fundo Cultural e prevê  a revitalização da fachada da igreja, bem como de ambientes internos do prédio tombado, além de implementação de uma galeria de exposições. Em visita a cidade na semana passada, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, entre os quais o superintendente do IPHAN no Rio,  Olav Schrader, estiveram no monumento e destacaram a relevância das obras no atrativo.

- Verificou-se a necessidade de intervenções para valorizar ainda mais esse monumento tão marcante para a memória nacional e a identidade petropolitana - disse o superintendente do IPHAN.  O projeto, proposto pela Mitra Diocesana de Petrópolis, possui todas as aprovações do órgão de preservação desde junho. Considerada um dos principais símbolos de Petrópolis, a Catedral São de Pedro de Alcântara foi tombada pelo IPHAN em 1980. 

À espera da liberação dos recursos para dar andamento a revitalização, o bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, considera a aprovação do projeto um grande ganho para cidade, não apenas do ponto de vista da restauração de um templo religioso, mais por sua ligação com a história local e também do Brasil.  - A Catedral foi pensada e desejada pelo Imperador Dom Pedro II e por sua filha, a Princesa Isabel. A pedra fundamental da igreja foi depositada pelo Imperador. A Catedral de Petrópolis é um dos pontos turísticos religiosos mais visitados da cidade, tanto por sua beleza arquitetônica quanto por ali abrigar o Mausoléu da Família Imperial - destaca. 

A ideia de revitalizar um dos atrativos mais expressivos da cidade nasceu da experiência de Dom Gregório Paixão com a restauração de Igrejas em Salvador (Bahia) e principalmente do Mosteiro de São Bento. Inicialmente, a partir de pesquisas nasceu o livro “A Catedral de Petrópolis Santuário da Memória da Cidade Imperial”, publicado em 2016. Para dar início ao projeto, o bispo convidou a gerente de projetos, Katia Duque Rossi e a técnica de projetos culturais de Salvador, Dênia Gonçalves, que durante quatro anos trabalharam pela aprovação junto aos órgãos competentes. 

Além de recurso do BNDES, o projeto conta com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da Prefeitura de Petrópolis. O projeto da Catedral prevê o restauro artístico de seus elementos, à implantação de galeria expositiva em sua estrutura interna, que permitirá a exposição de obras artísticas e à implantação do sistema de segurança de combate a incêndio e pânico e também obras de reforço estrutural da Catedral.

De acordo com o Iphan, a restauração vai ser dividida em três frentes de ação. A parte externa abrange a recuperação da cobertura, do madeiramento estrutural, dos elementos de ornamentação e das calhas; bem como a recolocação das rosáceas. As intervenções incluem ainda a modernização da parte elétrica da igreja e a instalação do sistema de combate a incêndio. O projeto prevê também o restauro e a requalificação interna, com recuperação de elementos artísticos.

A novidade será a implantação de uma galeria expositiva nos dois primeiros pavimentos da torre que antecedem o sino. O órgão de preservação aponta ainda que o projeto prevê que nas cúpulas e agulhas neogóticas, serão instaladas uma passarela e telas de projeção, tanto para contar a história da construção do templo quanto para exibir documentos históricos da fundação da cidade. Esta nova área vai viabilizar o acesso do público à torre, possibilitando a visão panorâmica da cidade do alto de 70 metros - uma das vistas mais impressionantes de Petrópolis.

O projeto foi proposto pela Mitra Diocesana de Petrópolis, no âmbito do BNDES Fundo Cultural e faz parte de um conjunto de investimentos que vêm sendo implementados para promover a cidade como destino turístico relevante. A Catedral de Petrópolis recebe anualmente cerca de 300 mil visitantes e a estimativa é que a restauração da Catedral e a abertura de novas áreas para visitação aumente o interesse de visitantes pela Igreja. O projeto visa reforçar a vocação da cidade de Petrópolis como pólo de turismo histórico-cultural no Brasil, e deverá levar um incremento anual na economia local da ordem de R$ 10 milhões.



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