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  Cidade

Restauração do painel Djanira ainda não foi iniciada

Maior obra da artista foi retirada do Liceu Cordolino Ambrósio em 2017 e está no Centro de Cultura Raul de Leoni

 Iphan diz não saber o motivo da demora para abertura do processo licitatório

João Vitor Brum

joaovitor@diariodepetropolis.com.br

O Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio abriga, desde 1953, a maior obra da pintora Djanira da Mota e Silva, um dos mais importantes nomes do modernismo brasileiro. O painel, de 12 metros, foi feito pela artista especialmente para Petrópolis, e foi retirado de seu lugar de origem em 2017 para uma restauração, que até hoje não foi iniciada, causando estranhamento entre a população.

Djanira nasceu em 1914 e teve suas obras expostas em todo mundo. O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, conta com mais de 800 peças de autoria dela, mas uma das mais importantes está na Cidade Imperial, onde foi criada e doada para o Liceu pela própria artista.

Apaixonada por Petrópolis, Djanira passou longas temporadas na cidade, desde 1947, e fez o painel retratando imagens da cidade há cerca de 66 anos, da perspectiva de quem está no Salão Nobre do Liceu, onde a obra ficou instalada após a doação. Por muitos anos, foi denunciado o abandono do retrato, que sofria com a falta de manutenção e o passar dos anos.

Por isso, a restauração divulgada há quase dois anos foi amplamente comemorada pelos meios cultural e histórico da cidade. Após um Termo de Ajustamento de Conduta feito pelo Ministério Público à Prefeitura, que responsabilizava a administração pelo quadro, o mesmo foi faceado para evitar mais deslocamento da camada pictórica e foi retirado de seu lugar de origem, com auxílio de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Museu Histórico Nacional.

A retirada aconteceu em outubro de 2017, após ter sido divulgado, em julho do mesmo ano, que a restauração começaria em agosto. O processo foi acompanhado pelo Iphan, órgão responsável pelo tombamento do painel. Após a retirada, foi divulgado um prazo de um ano para a conclusão, que, assim como os outros prazos, não foi cumprido.

Levado à Galeria Aloísio Magalhães, no Centro de Cultura Raul de Leoni, o painel está intocado desde então, 16 meses depois. Segundo informações, inclusive, a sala onde o mesmo se encontra estaria trancada e nem a própria administração teria a chave.

Em visita ao Centro de Cultura, funcionários de diferentes departamentos foram questionados quanto ao quadro, e a resposta sempre foi vaga e confusa. Alguns informaram que a restauração não teria sido iniciada e outros simplesmente pediam que a assessoria de comunicação do IMCE fosse procurada.

O que mais chamou a atenção foi uma funcionária que, ao ser questionada, falou um espontâneo "putz" ao ser questionada, além de dizer que "seria melhor não abordar esse assunto", evidenciando a falta de respostas sobre o caso.

Já no Liceu, a dúvida sobre o paradeiro da obra também é visível entre os funcionários. Alguns, inclusive, sugeriram que o mesmo “não voltaria mais à escola”. Após orientação da Prefeitura, foi enviado um pedido de visita ao painel, que foi negado.

A Prefeitura foi questionada sobre o valor gasto para realizar os trabalhos, sobre quantas pessoas trabalhariam no caso e se há previsão para finalizar a restauração, e respondeu que o Instituto Municipal de Cultura e Esportes (IMCE) já finalizou a cotação para a restauração do painel, que teve o Termo de Referência elaborado com o acompanhamento do Iphan. A administração vai abrir licitação para a contratação da empresa que ficará responsável pelo serviço. Valores não foram informados.

O Iphan, também indagado, informou não saber porque a licitação ainda não foi realizada pela Prefeitura, mesmo com a cotação de valores já feita. Cabe ao órgão fiscalizar os trabalhos, quando eles tiverem início.



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