Edição anterior (1519):
segunda-feira, 07 de janeiro de 2019
Ed. 1519:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1519): segunda-feira, 07 de janeiro de 2019

Ed.1519:

Compartilhe:

Voltar:


  Artigos

Perspectivas para a economia de Petrópolis em 2019


 Ronaldo Fiani
             Economia não é uma ciência exata, como a física ou a química: fatores imprevisíveis como mudanças no comportamento das pessoas podem alterar os rumos de uma situação econômica. Mas é possível antecipar o comportamento da economia com uma razoável segurança se uma trajetória for mantida; ou seja, podemos antecipar de forma razoavelmente confiante o que vai acontecer, a partir das tendências da economia em um determinado momento.

            Assim, é possível antecipar com alguma confiança o desempenho da economia de Petrópolis em 2019, salvo se algum fato novo na economia do país alterar as tendências atuais. Para tentar antecipar o comportamento da economia da cidade, precisamos considerar como devem se comportar os principais gastos que movem a economia: o consumo, o investimento público o investimento privado e as exportações. Isto porque são os gastos das famílias, do governo, das empresas e as vendas ao exterior e que levam as empresas a produzir e empregar: nenhum empresário contrata se não houver demanda para o seu produto. É a soma destes componentes que determina, em grande medida, o desempenho da economia.

            Vamos considerar inicialmente as perspectivas do consumo das famílias. É o consumo que movimenta boa parte da economia de Petrópolis: as confecções e malharias na rua Teresa e no Bingen, os restaurantes e shoppings em Itaipava, os hotéis, pousadas e hostels da cidade dependem do consumo das famílias. O turismo da cidade também depende das decisões de consumo das famílias, quando planejam o seu lazer. O que podemos esperar do consumo no ano de 2019?

            Pode-se esperar alguma melhora do nível de consumo em 2019, ainda que não muito elevada. O crescimento do produto interno bruto (PIB), que retrata a soma dos bens e serviços produzidos no país, é um bom indicador do que deve ocorrer com o nível de emprego: quanto mais rapidamente cresce o PIB, mais rapidamente as empresas contratam, aumentando o emprego. Aumentando o emprego, aumenta a renda das famílias, o que estimula o seu consumo.

As previsões de crescimento do PIB brasileiro apontam para um crescimento em torno de 2,5% em 2019, o que é bem melhor do que os 1,3% de crescimento em 2018, mas é ainda pouco para reduzir significativamente o elevado nível de desemprego no país. Sem reduzir substancialmente o desemprego, não se deve esperar um crescimento muito elevado do consumo. Ainda assim, deve haver uma melhora moderada em relação ao ano que acabou.

No caso do investimento público, as perspectivas em termos de estímulo à economia não são boas. A previsão de investimentos (excetuando investimentos das estatais) contidas no orçamento aprovado para 2019 prevê cortes expressivos, especialmente na área de infraestrutura e habitação popular, resultando em um valor em torno de 20% inferior ao valor de 2018. Embora o orçamento ainda possa ser alterado em parte pelo presidente da república, é natural que um governo recém empossado restrinja os seus gastos, para conseguir alguma folga para os anos seguintes. Também não se deve esperar muito dos investimentos públicos do Estado do Rio de Janeiro, envolvido naquela que, provavelmente, é a mais grave crise fiscal de sua história.

Vamos considerar agora as exportações e os investimentos privados. A exportação de máquinas e equipamentos cresceu impressionantes 10,3% no ano passado, durante o período de janeiro a outubro, em relação ao mesmo período no ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Isto revela uma tendência muito dinâmica para as exportações deste segmento, o que é importante para a cidade, que abriga grandes empresas exportadoras, tais como a GE Celma e a Xerium Technologies. Este comportamento deve permanecer em 2019.

No caso dos investimentos privados, uma recuperação moderada pode ser esperada, por duas razões. Em primeiro lugar, pela necessidade de reposição de máquinas e equipamentos desgastados pelo uso, cujos planos de substituição foram postergados pela crise, mas serão fatalmente retomados nos próximos anos. Por isso, uma recuperação suave do investimento privado deve acontecer não apenas em 2019, mas nos próximos anos.

Em segundo lugar, também auxiliando a recuperação da economia brasileira temos as perspectivas mais favoráveis para o segmento da construção civil, que sofreu fortíssima retração nos últimos dois anos. É verdade que ainda é elevado nível de endividamento e de desemprego, e que eles desestimulam a demanda por imóveis. Mas as medidas do Conselho Monetário Nacional, que ampliou a flexibilidade da aplicação dos recursos de cadernetas de poupança nas diferentes linhas de crédito imobiliário e elevou o limite do uso do FGTS na compra do imóvel de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão devem ter efeito positivo sobre a demanda por unidades residenciais. Este é um segmento que vem se expandindo na cidade, em função da demanda crescente dos cariocas por imóveis em Petrópolis.

           



Edição anterior (1519):
segunda-feira, 07 de janeiro de 2019
Ed. 1519:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1519): segunda-feira, 07 de janeiro de 2019

Ed.1519:

Compartilhe:

Voltar:

Casando com Estilo








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior