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  Colunistas
Ronaldo Fiani
COLUNISTA

 

O que significa transformar Petrópolis em uma cidade inteligente?
 

            Há algumas semanas vimos que a Lei de Inovação proposta pela prefeitura e que se encontra em exame pela câmara dos vereadores de Petrópolis visa a, simultaneamente, estimular a inovação em empresas privadas localizadas na cidade e na gestão municipal. De acordo com o prefeito Bernardo Rossi, a base de conhecimento técnico e científico do município, que inclui as universidades aqui localizadas pode contribuir com projetos voltados para a administração pública.

            Há, portanto, a perspectiva que Petrópolis entre para o rol das chamadas cidades inteligentes. Mas o que significa isto? Nosso artigo de hoje busca apresentar ao leitor o que é uma cidade inteligente, e quais as vantagens que ela pode oferecer aos seus cidadãos. O nosso próximo artigo vai discutir quais são os obstáculos e riscos a serem enfrentados para que a transformação de Petrópolis em cidade inteligente seja bem-sucedida.

            Dito de maneira bem simples, uma cidade inteligente é aquela que emprega as novas tecnologias de informação e comunicação para melhorar a qualidade de vida na cidade, aumentando a eficiência e reduzindo os desperdícios de recursos de agentes públicos e privados. A partir do reconhecimento de que as cidades hoje concentram a grande maioria dos habitantes do planeta e das atividades econômicas, sociais e culturais, busca-se aproveitar o desenvolvimento destas novas tecnologias para o desenvolvimento da cidade. Isto porque desenvolvimento é mais do que simplesmente aumentar a quantidade de bens e serviços disponíveis com os recursos disponíveis: é também aumentar a variedade destes bens e serviços e a sua qualidade.

            Mas como tecnologias de informação e comunicação podem promover o desenvolvimento da vida na cidade? Para responder a esta pergunta é preciso, inicialmente, conhecer melhor quais são estas tecnologias, tendo em mente que se trata de um campo em constante inovação e que, brevemente este panorama que vamos traçar já pode ter se alterado em alguns aspectos.

            Uma primeira tecnologia que vem sendo utilizada em cidades inteligentes para promover o aumento na qualidade de vida dos cidadãos é a chamada internet das coisas. A internet das coisas é a aplicação de tecnologias de informação e comunicação para interconectar em rede objetos que são utilizados quotidianamente, de forma a que eles passem a constituir uma rede entre si, recebendo, enviando e processando dados. Isto acontece por meio de sensores e atuadores, que recolhem informações e as transmitem para a rede.

Um dos exemplos de aplicação da internet das coisas para a melhoria da vida de uma cidade seria a de utilização de sensores em lixeiras, que reportem o nível de lixo armazenado a um centro de coleta de lixo, o qual processará as informações e irá traçar a rota da coleta de lixo otimizando o recolhimento e reduzindo o desperdício de combustíveis dos caminhões de coleta, que seriam empregados onde realmente fossem necessários. É o caso de Barcelona na Espanha. Além disso, a internet das coisas pode ser usada para o controle de sinais de trânsito, de modo a melhorar o fluxo de veículos, para o controle de estacionamentos públicos etc. Um outro exemplo importante de sua utilização é na coleta de informações que alimentam o Centro de Operações da Cidade do Rio de Janeiro.

Juntamente com a internet das coisas, uma outra tecnologia de informação e comunicação que promete transformar a vida da cidade e promover o seu desenvolvimento é o chamado Big Data, que trata do processamento de grandes volumes de dados, em diferentes formatos e em alta velocidade. Na verdade o Big Data tende a ser, em primeiro lugar, um complemento da internet das coisas, uma vez que os sensores tendem a produzir um grande volume de informações que precisam ser processados rapidamente, para gerar os resultados almejados. Todavia, o Big Data vai além disso: ao processar um grande volume de dados, abre um campo ilimitado para a gestão da cidade, permitindo cruzar inúmeras informações da vida na cidade de uma única vez.

Com as empresas de tecnologia de ponta instaladas na cidade, a transformação de Petrópolis em cidade inteligente pode ser uma via de mão dupla: a cidade demandando soluções em tecnologias de informação e comunicação das empresas para a gestão pública, e as empresas demandando soluções da cidade para os problemas que enfrentam para gerar tecnologia de ponta. A possibilidade de um círculo virtuoso de desenvolvimento para Petrópolis deve ser, portanto, evidente. Mas isso não significa que a construção deste círculo virtuoso é simples e imediata. Há riscos e obstáculos, que vamos abordar no próximo artigo.



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