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  Colunistas
Ronaldo Fiani
COLUNISTA

 

Turismo Inteligente em Cidades Inteligentes: o grande potencial de Petrópolis

             Nos últimos artigos apresentamos o conceito de cidade inteligente, utilizado para definir as cidades que, simultaneamente, abrigam empresas de tecnologia de ponta e utilizam as novas tecnologias de informação e comunicação produzidas por estas empresas para aumentar a qualidade de vida dos seus habitantes.

Vimos que, entre as tecnologias empregadas pelas cidades inteligentes, duas se destacam: a chamada internet das coisas que altera a forma em que determinados serviços são prestados (como sensores que alteram os intervalos dos sinais de trânsito de acordo com o fluxo de automóveis); e o Big Data, que envolve o tratamento de grandes volumes de dados, que se encontram disponíveis muitas vezes em diferentes formatos.

            Essas novas tecnologias mudam a qualidade da gestão pública, como acontece, por exemplo, com o uso de aplicativos de celular que permitem localizar e fotografar problemas urbanos e acionar automaticamente os órgãos públicos responsáveis. Além destas possibilidades, uma outra frente de aplicação das novas tecnologias de informação e comunicação em cidades inteligentes ganha importância crescente: o turismo. Este será o nosso assunto de hoje: a aplicação das novas tecnologias em cidades inteligentes ao turismo, um tipo de aplicação onde Petrópolis apresenta grande potencial.

            É de conhecimento geral a importância do turismo para Petrópolis. Mas vale destacar uma peculiaridade do turismo na cidade, que frequentemente não é reconhecida e de certa forma distingue a cidade de outras cidades históricas: em Petrópolis, não obstante a importância de seus museus e conjuntos arquitetônicos, o turismo não se limita apenas ao turismo cultural, com visitas a locais históricos e museus.

Juntamente com o turismo cultural a cidade apresenta um fluxo importante de turistas que buscam turismo ecológico, esportivo e de aventura, em função das características naturais da serra. Campeonatos importantes de esportes ligados à natureza, como o mountain bike são um exemplo característico, combinando turismo esportivo e de aventura.

            Esta diversidade de atividades turísticas na cidade torna muito importante identificar as principais demandas dos turistas de acordo com o objetivo que buscam, o que nem sempre é tarefa simples. As dificuldades surgem não apenas porque as demandas são diferentes, como também pelo fato de que, em uma atividade de turismo de aventura, por exemplo, nem sempre é fácil captar de forma organizada as opiniões, críticas e sugestões dos participantes.

            É aqui onde o Big Data pode ser muito útil como ferramenta para o planejamento turístico da cidade, em sua aplicação conhecida como “análise semântica”. Esta análise classifica e interpreta postagens nas redes sociais (Facebook, Instagram etc.) como forma de avaliar a satisfação do turista com a experiência que teve, seja em uma atividade ecológica, em uma visita a um museu, ou simplesmente caminhando pela cidade, independentemente do tipo de atividade turística e da presença ou não de instrumentos físicos de mensuração da satisfação e de recolhimento de sugestões.

Assim, torna-se possível identificar pontos fortes e fracos nos serviços oferecidos ao turista, e executar um planejamento que vise a solucionar eventuais problemas e desenvolver atividades turísticas ainda pouco exploradas. Como exemplo deste tipo de ferramenta e de sua importância no planejamento turístico, temos o relatório publicado na Itália em 2014 pela Sociometrica e Expert System que identificou as vantagens e os problemas da atividade turística naquele país, após considerar 600.000 postagens de turistas. Em outro estudo também realizado na Itália um ano antes pela Universidade de Salzburgo foi possível identificar, entre outros aspectos, quais locais os turistas privilegiam em suas visitas, onde faziam suas compras, quanto tempo em média permaneciam em um determinado destino, se eles visitavam mais de um destino, sua origem, meio de transporte etc.

Estes são apenas dois exemplos do que vem sendo chamado de turismo inteligente, que consiste na aplicação das novas tecnologias de informação e comunicação para uma melhor gestão do turismo. Talvez o leitor considere este tipo de aplicação algo muito distante da realidade de Petrópolis. Trata-se de um engano. Entre as instituições de tecnologia de ponta na cidade encontra-se o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), que desenvolve pesquisas e oferece cursos em Big Data, e a cidade já abriga a pelo menos uma start-up em Big Data na cidade. A potencialidade de Petrópolis para o turismo inteligente é muito grande.



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