Edição anterior (1729):
segunda-feira, 05 de agosto de 2019
Ed. 1729:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1729): segunda-feira, 05 de agosto de 2019

Ed.1729:

Compartilhe:

Voltar:


  Colunistas
Ronaldo Fiani
COLUNISTA

 

As prioridades de Petrópolis como cidade inteligente

Em vários artigos tenho chamado a atenção para as possibilidades de Petrópolis como cidade inteligente pela presença de um polo de tecnologia na cidade, possibilidades estas ampliadas pela aprovação da recente Lei de Inovação pela Câmara Municipal, que pode vir a criar incentivos e um ambiente de negócios favoráveis à inovação.

Por um lado, a presença de empresas de tecnologia de ponta oferece a possibilidade da oferta de produtos que melhorem a qualidade de vida na cidade, na direção de uma cidade inteligente; seja inovando a forma pela qual os serviços públicos são prestados, melhorando a mobilidade urbana, aumentando a eficiência com o que patrimônio histórico é conservado, aperfeiçoando a saúde pública, ampliando os instrumentos de planejamento turístico da cidade etc.

Por outro lado, as demandas da cidade podem ajudar as empresas de tecnologia na cidade a desenvolver novos produtos, avaliar suas possibilidades comerciais, aperfeiçoar características de produtos que já existem, ou estão em elaboração, identificar novos nichos de mercado que apresentem potencialidades ainda não exploradas etc.

Assim, há uma complementaridade evidente entre as possibilidades de Petrópolis rumo a uma cidade inteligente, e as empresas do polo tecnológico na cidade. Mas existem alguns riscos que precisam ser considerados, que estão sempre presentes em situações que envolvem tecnologia de ponta. Um dos riscos mais frequentes é o entusiasmo pela tecnologia em si mesma, sem avaliar os custos e os benefícios da inovação. Esse entusiasmo vê novas tecnologias como verdadeiras panaceias, capazes de fazer autênticos milagres.

Ocorre que novas tecnologias podem realmente melhorar muito a qualidade de vida em uma cidade inteligente, mas algumas condições têm de ser preenchidas. A mais importante delas é que é preciso ter clareza sobre as prioridades da cidade em que estas tecnologias devem ser aplicadas. Há várias necessidades em Petrópolis: mobilidade urbana, turismo, preservação ambiental, saúde etc. Quais serão prioritárias na aplicação de novas tecnologias?

É preciso ter prioridades quando se trata de novas tecnologias porque é preciso investir em um volume suficiente e de forma coerente em qualquer setor da vida urbana, para que os resultados apareçam. Caso contrário, as novas tecnologias acabam por ser aplicadas isoladamente, em pequenos investimentos, de forma dispersa e incoerente, sem gerar resultados palpáveis. Naturalmente, acabam sendo avaliados pela população como iniciativas “para inglês ver”.

Pior ainda, acabam por ser abandonadas, na medida em que seus resultados não são satisfatórios, e com isso desmoralizam a inovação como sendo algo ineficaz, quando na verdade a falha foi a ausência de uma política que orientasse a incorporação das novas tecnologias.

É muito importante, portanto, que a cidade tenha clareza dos custos e dos benefícios da incorporação de novas tecnologias, e que identifique onde a introdução destas tecnologias pode resultar em ganhos expressivos para Petrópolis. Como dissemos antes, há várias necessidades: mobilidade urbana (um ponto crítico na cidade), planejamento turístico (que gera empregos e renda), preservação do patrimônio histórico (fundamental na atividade turística), participação dos cidadãos na vida da cidade etc.

As novas tecnologias podem ser muito valiosas. Mas é preciso saber avalia-las e identificar onde elas serão mais úteis.



Edição anterior (1729):
segunda-feira, 05 de agosto de 2019
Ed. 1729:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1729): segunda-feira, 05 de agosto de 2019

Ed.1729:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior