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  Colunistas
Ronaldo Fiani
COLUNISTA

 

A Oportunidade de Petrópolis Encontrar uma Vocação Econômica Importante com o Polo Tecnológico na Cidade

Tenho insistido aqui na importância de Petrópolis incentivar e desenvolver o polo tecnológico que vem crescendo na cidade. O leitor pode estar se perguntando a razão disso. Afinal de contas, a cidade já não possui uma vocação econômica consolidada? O turismo não tem sido suficiente para movimentar a economia da cidade? Se este argumento estiver correto, realmente não faria muito sentido incentivar o polo de inovação na cidade. Mas não é bem assim. Este será o nosso assunto de hoje.

Vamos considerar o papel da atividade turística em Petrópolis. É indiscutível o papel que o turismo desempenha na vida econômica da cidade. Pode-se afirmar que o turismo foi a vocação econômica original da cidade, uma vez que ela nasceu para o veraneio da família imperial e da corte no século XIX. Essa vocação tem sido confirmada, apesar de alguns fracassos importantes (já tivemos a oportunidade em outro artigo de tratar do insucesso na preservação da Fábrica de Cascatinha), na conservação de seu inestimável patrimônio histórico, algo raro até mesmo nas grandes cidades brasileiras.

Contudo, o apoio à atividade turística na cidade não se opõe ao incentivo ao polo tecnológico da cidade, como algumas vezes se supõe. Em primeiro lugar, de um ponto de vista prático, os recursos destinados ao turismo virão de um fundo diferente daquele que se destina a incentivar as inovações: o Fundo Municipal de Turismo (Fumtur), aprovado no dia 5 de julho, vai compor outros fundos criados pela Prefeitura, como o próprio Fundo de Municipal de Inovação (FMI).

Os recursos do Fumtur virão da receita da bilheteria do Museu Casa de Santos Dumont, de receitas do uso dos espaços públicos administrados pelo turismo, de recursos federais e estaduais, de convênios de fomento do turismo, e de dotações da Lei Orçamentária Anual (LOA). Já os recursos do FMI virão de transferências financeiras que podem ser realizadas pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado, dotações orçamentárias, doações, contribuições, bens móveis e imóveis recebidos de pessoas físicas e jurídicas etc. Não haverá, portanto, competição na origem dos recursos entre o turismo e a atividade inovadora: estes recursos virão de fontes diferentes, e terão aplicações distintas.

Além disso, as empresas na cidade que atuam inovando em tecnologia de ponta podem produzir ferramentas que não apenas apoiem as atividades turísticas, mas também auxiliem no planejamento turístico em Petrópolis. Com efeito, no que diz respeito ao apoio à atividade turística, há na Europa aplicativos que ajudam o turista a se localizar e indicam as atrações mais próximas, bastando para isto que ele focalize sua câmera de celular em um local turístico.

Já no que diz respeito ao apoio ao planejamento turístico, já escrevemos anteriormente sobre ferramentas que, a partir de postagens em redes sociais por turistas, identificam locais mais visitados, trajetos, locais cujas visitas superam o esperado e necessitam de maiores investimentos, locais cuja visitação se mostra abaixo do esperado e que merecem maior divulgação e apoio etc.

Além desta complementaridade com as atividades turísticas, as atividades de empresas inovadoras de tecnologia de ponta empregam profissionais especializados (engenheiros, gestores de inovação, técnicos etc.), que têm remuneração elevada e geram produtos de maior valor agregado, que resultam em maior lucratividade e assim em maior renda para a cidade.

Essa renda não apenas movimenta o comércio e os serviços na cidade, mas também aumenta a arrecadação, o que vai contribuir para a situação fiscal de Petrópolis e possibilitar por conseguinte mais investimentos em infraestrutura, o que vai se refletir em mais turistas para a cidade.

Petrópolis não pode perder a oportunidade de desenvolver também a sua vocação inovadora.



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