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  Colunistas
Ronaldo Fiani
COLUNISTA

 

Por que o turismo em Petrópolis tem de se tornar “turismo inteligente”?

Temos insistido nas últimas semanas na importância do polo tecnológico em Petrópolis, especialmente a partir da aprovação da Lei Municipal de Inovação. Vimos que há a possibilidade de uma via de mão dupla, em que Petrópolis incentive as empresas de inovação, e as empresas de inovação gerem produtos que contribuam para a melhora de serviços públicos e aumento de bem-estar na cidade.

Também vimos que isso não se opõe à vocação turística da cidade, pois os recursos que vão incentivar o turismo têm origem distinta dos recursos que vão favorecer a inovação. Isto sem mencionar que consolidar uma vocação econômica a mais para Petrópolis, além de sua vocação turística consagrada contribui para aumentar a renda, o emprego e a arrecadação fiscal na cidade.

Mas e o turismo em Petrópolis, o que ganha com o desenvolvimento de um polo de inovação na cidade? Esta é uma pergunta importante, pois usualmente se supõe que as atividades turísticas em Petrópolis não têm relação com as empresas de tecnologia de ponta que se estabeleceram aqui, como se a atividade turística não fizesse uso de ferramentas inovadoras de comunicação e informação.

Além disso, algumas vezes se diz que seria mais útil se os responsáveis pela gestão do turismo se preocupassem com a infraestrutura básica das atrações turísticas do que com inovações tecnológicas; pois coisas como paredes de edifícios históricos pichadas, banheiros em condições precárias, manutenção insuficiente de locais históricos e outras falhas na conservação do patrimônio histórico de Petrópolis acabariam por comprometer a imagem turística da cidade.

Ocorre que esses questionamentos não levam em conta um ponto importante: a atividade turística está mudando aceleradamente, em função exatamente das inovações tecnológicas na área de comunicações e dados.

Com efeito, cada vez mais as atividades turísticas vêm utilizando tecnologia, seja na escolha dos destinos (sites de viagem, passagens e reservas), no compartilhamento de imagens em redes sociais (o que divulga as destinações turísticas em um mundo cada vez mais globalizado, com inúmeras opções que competem entre si), na busca de informações sobre os locais mais interessantes após chegar à cidade, ou no levantamento das características de um prédio de valor histórico durante a visita, por meio de aplicativos em tempo real.

De forma ainda mais marcante, a todo o momento estão surgindo novas ferramentas e novos aplicativos para satisfazer novas necessidades do turista. A razão disto é simples: a experiência turística está mudando. Hoje é praticamente impensável uma destinação turística em que reservas de hotel e traslados não possam ser marcados pela internet. Conforme acabamos de ver, o compartilhamento de fotos em redes sociais e a busca de informações sobre um ponto turístico no próprio local via aplicativo de celular são parte essencial de qualquer visitação turística. É preciso que as destinações turísticas se preparem para esta nova situação e para as inovações que estão chegando, sob pena de ver o seu fluxo turístico se reduzir drasticamente.

Com relação à importância do investimento na infraestrutura básica das atrações turísticas, é preciso destacar que as inovações no turismo não se opõem à este investimento. Pelo contrário, são um fator importante para tornar a conservação do patrimônio histórico de Petrópolis um tema crítico: paredes de edifícios históricos pichadas, banheiros em condições precárias etc., ganham repercussão fortemente negativa exatamente pelas novas tecnologias de informação e comunicação, que disseminam imagens, avaliações e comentários negativos com enorme rapidez, o que funciona como marketing negativo de qualquer destinação turística. O gestor que não cuidar do patrimônio terá sua atuação divulgada na internet, e pode comprometer o turismo na cidade.

O turismo em Petrópolis tem de se preparar para a nova era de turismo inteligente que já está chegando.



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