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  Colunistas
Ronaldo Fiani
COLUNISTA

 

Novas Experiências com o Patrimônio Histórico de Petrópolis

Vimos no domingo passado que o turismo está mudando, no sentido de incorporar cada vez mais as novas tecnologias de informação e comunicação, o que é chamado de turismo inteligente. Algumas das principais atrações turísticas da cidade estão relacionadas ao seu patrimônio histórico, e o turismo voltado para este patrimônio também está passando por transformações, porque a experiência que o turista busca nestes locais também está se transformando. Este será o nosso assunto de hoje.

A visão que muitas pessoas têm do turismo voltado para o patrimônio histórico ainda é essencialmente estática, ou seja, restrita no tempo e no espaço. De acordo com esta visão muito comum, o turista apenas contemplaria o patrimônio com as informações que traz de sua formação escolar, acadêmica ou profissional, sem qualquer tipo de interação com o item visitado, sem nenhuma consequência para além do espaço onde ocorre a visita e sem maiores desdobramentos para o grupo social que pertence, exceto para a sua família, caso o acompanhe na visita. Uma experiência individual, isolada e estática.

Ocorre que esta visão do turismo cultural, que envolve a visitação do patrimônio histórico está cada vez mais desatualizada. Em primeiro lugar, hoje a busca de informações não se limita ao que é fornecido em alguma instituição de ensino, nem mesmo antecede aquilo que se pretende visitar a conhecer. A informação tem de estar disponível em tempo real.

Isso significa, entre outras coisas, oferecer conexão wi-fi de boa qualidade e estável ao turista no local onde realiza sua visita, assim como reunir e disponibilizar informações de boa qualidade, fácil localização e rápido acesso em formato adequado não apenas para computadores, mas principalmente para celulares e tablets. Estas informações têm de motivar o turista para a visita e estimular o seu retorno frequente: não devem ser uma mera coleção de fatos e datas históricas (embora datas e fatos também devam, obviamente, fazer parte das informações).

Em segundo lugar, a visitação turística de um local histórico envolve, cada vez mais, algum tipo de interação com o visitante, que torne o patrimônio algo que possa ser vivenciado de forma mais intensa e gere recordações duradouras. Essa interação pode acontecer pela internet, com aplicativos ou opções que gerem algum tipo de interação com o visitante reproduzindo encenações de época, ou que ilustrem fatos importantes que vão sendo apresentados ou desdobrados à medida que o visitante vai solicitando. É importante notar que também é possível gerar essa interação com tecnologia mais simples: o espetáculo Som e Luz do Museu Imperial é um exemplo bem-sucedido.

Em terceiro lugar, uma visita a um item do patrimônio histórico frequentemente pode ter consequências para além do espaço onde ocorre a visita. Com efeito, informações acessadas por celular ou tablet pelo visitante podem gerar indicações e links para outros locais semelhantes que podem ser de interesse, por se assemelharem ao local da visita.

Assim, ao buscar informações sobre o Museu Imperial, o turista pode receber indicações de outros locais de visitação, como a Biblioteca do Museu Imperial, ou o Palácio de Cristal, além de receber informações que mostrem a relação da família imperial com o Museu e o Palácio, enriquecendo sua visita e possibilitando visitar um maior número de lugares em um mesmo intervalo de tempo.

Por último, com o surgimento e difusão das mídias sociais, o grupo social de cada visitante se ampliou muito, e pode servir de veículo de difusão das atrações da cidade. As próprias redes sociais devem ser valorizadas pelos gestores do patrimônio, como forma não apenas de divulgar e estimular as visitas, mas também de obter feedback da qualidade de sua gestão, pelas condições oferecidas para o visitante.

Temos de nos voltar para novas experiências no contato com o patrimônio histórico de Petrópolis.

 



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