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  Colunistas
Ronaldo Fiani
COLUNISTA

 

O Planejamento em uma Petrópolis Conectada Inteligente

Discutimos no último domingo a notícia publicada no Diário de Petrópolis acerca da ótima classificação obtida por Petrópolis no ranking das Connected Smart Cities (Cidades Inteligentes Conectadas). Vimos que se trata de uma classificação que analisa 70 indicadores em cidades com mais de 50 mil habitantes, em 11 eixos temáticos (mobilidade urbana, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, economia e governança), identificando as cidades mais inteligentes e conectadas.

Vimos também nas últimas colunas que Petrópolis vem adotando tecnologias inteligentes conectadas. Em 15 de setembro o sítio de notícias G1 divulgou que a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Petrópolis assinou um acordo com a empresa Waze (uma subsidiária do Google), incluindo assim a cidade na Connect Cities Global Initiative (http://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2014/09/petropolis-no-rj-e-incluida-na-connect-cities-global-initiative.html). Segundo a matéria, com esta nova parceria a Prefeitura passa a ter acesso a dados sobre velocidade de locomoção, engarrafamentos e acidentes, entre outros, registrados por usuários do aplicativo Waze.

A matéria prossegue com a declaração de Airton Coelho, secretário de Ciência e Tecnologia, de que as diferentes secretarias do governo poderão utilizar os dados obtidos para a construção de “um painel de informações sobre a mobilidade urbana, facilitando a orientação dos serviços”.  Os dados seriam utilizados pela Companhia de Trânsito e Transportes, (CPTrans), Defesa Civil, Secretaria de Saúde (especialmente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU), o Corpo de Bombeiros etc.

Esses dados são da maior importância para a gestão do tráfego urbano na cidade, ainda mais agora que Petrópolis acaba de apresentar o seu Plano de Mobilidade Urbana, o PlanMob, que foi objeto de discussão da nossa coluna do dia 2 de setembro. Temos enfatizado que mobilidade urbana é um dos três aspectos críticos do Centro Histórico para o petropolitano, juntamente com a segurança pública e preservação do patrimônio histórico.

Nesses três aspectos, a utilização de aplicativos, sensores, câmeras e atuadores conectados à rede pode ser de extrema valia para a gestão da cidade. Contudo, é preciso destacar um ponto importante, que diz respeito à utilização de tecnologias inteligentes para a melhoria da vida nas cidades e que normalmente não é devidamente enfatizado: o valor da utilização dos dados gerados por essas tecnologias para o planejamento da cidade.

Ao contrário do que correntemente se supõe, as tecnologias inteligentes não servem apenas para provocar ações de resposta por parte dos órgãos públicos responsáveis. Usualmente a administração pública envolvida em uma tecnologia inteligente que, por exemplo, recebe os dados de trânsito de um aplicativo de celular ou de uma câmera de vigilância se limita a adotar ações reativas, alterando o fluxo de trânsito de modo a reduzir os transtornos, ou deslocando forças de segurança para onde é identificada uma situação de ameaça à segurança pública.

Essa atitude apenas reativa, ainda que seja muito importante para sanar problemas imediatos representa uma subutilização do potencial oferecido pelas tecnologias inteligentes. Além de propiciar ações de resposta para a administração pública, as tecnologias inteligentes produzem um enorme volume de dados. Mesmo apenas uma câmera de vigilância conectada a um centro de segurança produz dados sobre a frequência e a característica dos eventos que afetam a segurança pública em um determinado local.

Esse grande volume de dados produzido pelas tecnologias inteligentes deve ser coletado, armazenado, tabulado e analisado, de forma a poder alimentar o planejamento da cidade. É preciso estabelecer e desenvolver a capacitação do corpo técnico da Prefeitura para receber e trabalhar esses dados, de forma a aproveitar todos os recursos que as tecnologias inteligentes podem oferecer para Petrópolis, planejando o desenvolvimento da cidade no longo prazo, em vez de se limitar apenas a respostas emergenciais.

 



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