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  Covid-19

Secretário diz que aumento de casos de covid-19 preocupa e faz apelo por prevenção

Apoio da população é fundamental para evitar colapso no sistema

Jaqueline Ribeiro - Especial para o Diário


 Um dia após assumir a Secretaria de Saúde, com  a missão de administrar a pandemia de covid-19, o cardiologista Aloísio Barbosa Filho avalia como muito preocupante o avanço da contaminação na cidade. O secretário explica que medidas estão sendo adotadas para melhorar a estrutura para a população e para profissionais de saúde e faz um apelo aos petropolitanos para que reforcem as medidas preventivas para conter o avanço da doença, o que fundamental para evitar uma explosão de casos na cidade nas próximas semanas. Dados da Secretaria de Saúde apontam que Petrópolis tinha ontem 12.476 casos confirmados, entre os quais 388 mortes - 13 delas divulgadas na terça-feira (05.01). Com isso, dezembro, já contabiliza 69 petropolitanos mortos em consequência de complicações de covid-19.         

- Em dezembro vimos um aumento significativo de casos, o que causou um caos nos atendimentos. Tenho uma preocupação muito grande hoje com o impacto do movimento nas festas de fim de ano, que deverá ser percebido nos próximos 10, 15 dias. Minha maior preocupação e principal objetivo hoje é manter o atendimento a população, com qualidade  e humanidade  em todas as unidade, dando também as condições necessárias para os profissionais de saúde - destaca o secretário de Saúde Aloísio Barbosa Filho, que faz um apelo aos petropolitanos, lembrando que a prevenção ainda é a forma mais eficiente de conter o avanço de casos.

 - A prevenção é o único tratamento que a gente tem contra a covid-19. Por isso eu conclamo a população para que mantenha os cuidados de higiene. Quando não puder lavar as mãos a pessoa deve utiliza o álcool em gel. Todos devem usar máscara, manter o distanciamento social e, na medida do possível, evitar as aglomerações - afirma. 

Aloísio Barbosa destaca que mesmo as recentes notícias sobre as vacinas, o momento ainda não é de relaxar as medidas. - A pandemia não acabou e não vai acabar esse ano, apesar da vacinação. Esperamos as diretrizes do  Ministério da Saúde, mas já estou adotando as medidas para  a compra de materiais para a aplicação das vacinas (seringas, agulhas e demais insumos). Isso é um trabalho árduo.

O secretário destaca ainda que vem trabalhando para corrigir falhas já identificadas no sistema para que seja possível melhorar as condições de atendimento.

 - Estou visitando as unidades, verificando s condições de cada estrutura. Encontramos problemas como falta de insumos na rede, identificamos falta de médicos principalmente nas UPAs e nas tendas e  teremos um trabalho árduo para recuperar e estruturar as unidades, para que elas funcionem  "full time", como deve ser. Estamos também adotando as medidas para fazer a reposição dos insumos necessários para o funcionamento de todas as unidades - afirma.

Aloísio Barbosa explica que neste primeiro momento a visita às unidades visa identificar problemas a serem corrigidos na estrutura, mas afirma que irá também ouvir todos os profissionais que atuam nas unidades.  - Esta primeira avaliação está sendo feita de forma macro, mas quero também conversar com os profissionais de saúde e os demais profissionais da rede: médicos, enfermeiro, nutricionistas, fisioterapeutas, recepcionistas, equipe de segurança, enfim todos que fazem parte da rede. Estou avaliando neste primeiro momento a macro estrutura, mas vamos tentar o quanto antes reforçar este diálogo com todos os profissionais que atuam na linha de frente - pontua.

O secretario lembra que o desafio de melhorar a estrutura da rede pública de Saúde neste cenário de pandemia, é ainda maior por conta da falta de um processo de transição de governo.  - Isso impacta a organização porque não há um período para que a equipe seja organizada e seja feito um planejamento. Estamos entrando no meio de um furacão na maior escala que existe - avalia, destacando que a população precisa manter os cuidados.

- Está havendo um relaxamento social generalizado. Isso nos preocupa a todos os profissionais de saúde. Aqueles que atuam na linha de frente estão cansados. Me preocupa muito o impacto nos próximos 15 dias. Estamos trabalhando para ter o menor impacto possível, mas precisamos que as pessoas colaborem e entendam que se população não se conscientizar, a população mesmo vai sofrer. Estou colocando meu coração nesta missão e pretendo fazer o melhor trabalho, com humanidade, dignidade e dedicação,  assim como o meu pai sempre fez. Vamos conseguir vencer esta crise terrível que está por vir - afirma.



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