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  Geral
 

Turbulência internacional pode aumentar ainda mais preços dos combustíveis

Gasolina fechou 2019 com o maior valor em um ano e um mês, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo

Philippe Fernandes

Quem precisa abastecer o automóvel e acompanha periodicamente os preços cobrados pela gasolina em Petrópolis chegou a ter uma esperança, com a redução dos preços. Mas isso acabou com o final do ano passado. Se, entre janeiro e novembro, o preço caiu 2,9%; apenas entre o penúltimo mês e a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, realizada no dia 26, houve um acréscimo de 4,47%. O valor cobrado atualmente, em média, é de R$ 5,14 pelo litro do combustível - preço mais alto desde novembro de 2018, quando o valor da gasolina chegou a R$ 5,22. Além dos vários fatores que impactam no preço dos combustíveis, um fator pode complicar ainda mais a situação: a turbulência internacional após o ataque feito pelos Estados Unidos a um comboio no Iraque, que culminou na morte do comandante do alto escalão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

 Tendência estadual

Quando se analisa o preço da gasolina no Estado do Rio - uma das unidades da Federação com maior preço do Brasil do combustível no país, em virtude da alta carga do ICMS - a tendência é a mesma. A última pesquisa do ano passado mostrou o maior preço desde outubro. Em média, o combustível foi vendido nas 32 principais cidades do Estado por R$ 5,02, uma alta de 2,86% na comparação com novembro. Desde fevereiro, quando o combustível chegou ao menor valor do ano (R$ 4,70), a alta foi de 6,80% - 51% a mais do que a inflação prevista para 2019.

 Última pesquisa

No último levantamento feito pela ANP, o preço da gasolina variou de R$ 4,99 a R$ 5,29. O menor preço foi encontrado em cinco postos: União de Corrêas (sem bandeira); NGF, no mesmo bairro; Pio Monte, no Quissamã; Borracheiro e Posto de Abastecimento, em Itaipava; e Ônix 1243, no Quitandinha. Já o maior valor foi encontrado nos dois postos pesquisados da Posse: o Mercalub (Ipiranga) e o Barenco & Coelho (Petrobras).

Entre os dois valores, o Maria Cumprida, de Araras, cobra R$ 5,09. Como registrado nas últimas pesquisas, há coincidência de preços em dez dos 18 postos analisados: Bonsucesso, Alcatraz, Enzo e Trevi (os quatro em Itaipava); Preditiva (Montecaseros); BR Coronel Veiga; Posto União de Corrêas (Petrobras); Vale do Samambaia; Amarelinho, no Alto da Serra; e Ecorodo BR 040, em Araras.

A pesquisa também apontou que Petrópolis tem o oitavo maior preço de gasolina do Estado do Rio. A "campeã" é Angra dos Reis, com média de R$ 5,33 nas sete unidades de abastecimento pesquisadas. Em Três Rios, oito postos tiveram média de R$ 5,25. Em terceiro lugar, apareceram empatadas Barra do Piraí e Cabo Frio (ambas com R$ 5,22); seguidas de Itaperuna (R$ 5,19), Valença (R$ 5,16) e São Francisco do Itabapoana (R$ 5,15).

O menor preço foi encontrado em Nilópolis (R$ 4,86); seguido de Nova Iguaçu, Sapucaia, Nova Friburgo e São João do Meriti (as quatro com média de R$ 4,87). Outras cidades do entorno de Petrópolis também apresentam valores mais vantajosos, como Magé (R$ 4,89), Duque de Caxias e Teresópolis (ambas com preço de R$ 4,93) e a própria capital do Estado (R$ 4,97).

 Crise internacional

O ataque dos EUA ao comboio do Iraque desencadeou uma crise internacional cujas proporções ainda são imprevisíveis. O governo federal já admitiu que o clima de tensão deve provocar reflexos na economia de todo o mundo. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro admitiu que o preço da gasolina pode subir, uma vez que o preço do barril de petróleo já começou a se elevar. “Que vai impactar, vai. Agora vamos ver nosso limite aqui, porque já está alto, e se subir mais, complica. Mas não posso tabelar nada. Já fizemos esse tipo de política de tabelamento antes e não deu certo. Vou agora conversar com quem entende do assunto”, disse Bolsonaro à Agência Brasil, na última sexta-feira (3).

O presidente defende a quebra do monopólio na distribuição para baratear os combustíveis.

 Composição do preço

Vale lembrar que a composição do preço da gasolina funciona da seguinte forma: 31% são por conta da realização da Petrobras (o que inclui as oscilações com o barril de petróleo); outros 29% são referentes ao ICMS (e variam de um Estado para outro); 15% da CIDE, PIS/Pasep e Cofins; 14% do custo do etanol anidro que é misturado na gasolina; e 11% de distribuição e revenda.



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