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UCP realiza júri simulado com estudantes de Direito sobre caso Carandiru

Atividade acadêmica, que será aberta ao público, acontece no dia 11 de junho, às 9h, no Campus Dom Veloso

 

 

Um dos casos mais emblemáticos da Justiça Brasileira, o caso do Carandiru ganhará um “novo julgamento” feito por estudantes do curso de Direito da Universidade Católica de Petrópolis (UCP). A turma fará um júri simulado, que acontece no próximo dia 11 de junho, às 9h, no Salão Nobre do Campus Dom Veloso. A atividade acadêmica, que será aberta ao público, contribui para a assimilação do conteúdo teórico dado em sala de aula com a prática da profissão.

“A escolha do júri simulado decorreu da riqueza que esse tipo de atividade traz à prática jurídica do estudante do curso de Direito, não só porque demanda do aluno toda uma preparação para o debate e para a discussão que será realizada no plenário do júri. Mas também desenvolve o uso da oratória e da retórica como instrumentos de convencimento dos jurados que realizarão o julgamento. Isso faz com que o aluno tenha que se concentrar naquilo que ele pretende discutir, colocando-o em uma posição em ter de trazer bons argumentos a favor de sua tese, além de saber refutar, no plenário, os argumentos da parte contrária”, explica o coordenador do curso de Direito da UCP, Maurício Pires Guedes.

“É uma atividade muito rica para a evolução de todas essas competências que o aluno desenvolve ao longo do curso”, destaca o professor.

O caso do Carandiru levanta diversas questões sobre Justiça, Direitos Humanos e tantas outras que marcam a história da Justiça Brasileira, representada por seu sistema prisional. Em 2 de outubro de 1992, uma intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, resultou na morte de 111 detentos. O fato ganhou ainda mais repercussão pela demora no julgamento e reviravoltas que o caso tomou ao longo dos anos. 

“O caso Carandiru é um caso emblemático da história recente do nosso país. Ele foi especialmente escolhido para este júri simulado porque possibilita tanto argumentos relevantes para a acusação, para os membros da promotoria que são aqueles que vão acusar os que determinaram que houvesse a invasão na penitenciária, mas também da defesa, especialmente no que tange à situação de tensão existente no período que antecedeu a invasão”, comenta Maurício.

O trabalho será desenvolvido por estudantes do 3º período do curso de Direito, uma iniciativa da disciplina de Antropologia e Sociologia do Direito, ministrada pela Profª. Drª. Denise Salles.

“Essa atividade é muito importante por dois aspectos. Por um lado, para que os próprios alunos se envolvam em atividades práticas. E um segundo aspecto, que tem relevância para o público externo, é justamente conhecer um caso tão importante no Brasil que levanta muitas questões, como do sistema prisional, do preparo das nossas forças policiais, dos direitos humanos e da dignidade no Brasil ligada ao sistema punitivo. É mostrar que o Direito está fortemente relacionado às questões sociais mais latentes. E nesse sentido é trazer à tona essa discussão, a partir do caso Carandiru, do sistema prisional no Brasil, também da segurança pública e de tantos outros temas”, pontua a professora.



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