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  Geral

UFRJ alerta sobre risco alto de contágio por covid na Região Serrana

Tendência de alta nos casos com pessoas sendo infectadas dentro de casa

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário

 

O abandono das medidas de prevenção por parte da população, com aumento das aglomerações, não uso de máscaras e relaxamento nas medidas de higiene, aliado a falta de ações mais contundentes por parte dos gestores, vem contribuindo para que a pandemia de covid 19 avance na maior parte das cidades brasileiras. O resultado da falta de empaita entre as pessoas  e direcionamento da sociedade por parte de autoridades é consolidado em números por meio de monitoramentos feito por Universidades Federais. Na UFRJ, por exemplo,  os dados analisados permanentemente por uma equipe de técnicos, apontam situação muito preocupante na Região Serrana. Cabe citar que Petrópolis é o maior e mais populoso município da Serra fluminense. Membro da equipe que monitora os dados do "Covidímetro" da UFRJ, o professor Guilherme Travassos, avalia que é necessário ação para conter o avanço da covid-19 na Serra.

"Não existe mágica para controlar a covid é preciso ação por parte de gestores e também da população, cada um fazendo a sua parte. Não estamos sendo alarmistas. Os números estão traduzindo o que estamos vendo no dia a dia: o avanço da doença" alerta. O professor pontua que a Região Serrana fechou a semana passada na faixa laranja (de risco alto),  e alerta que os dados parciais desta semana apontam para uma tendência de alta nos casos.

"Os números apontam para uma aceleração da doença. Com isso, a probabilidade de fechar a semana no vermelho (risco muito alto)  é grande. A situação é muito preocupante na região. Reverter isso só é possível reduzindo a circulação de pessoas nas ruas. O que vemos hoje é que as pessoas estão à mercê da própria vontade. Se os governos não tomarem atitudes concreta, não vai ter como segurar depois. Para conter o avanço da doença é preciso ação por parte dos gestores e consciência por parte da sociedade", avalia o professor.

As notificações registradas de forma global no monitoramento de diferentes regiões do Estado refletem uma realidade que aparece também nos dados de Petrópolis: o crescimento da doença entre a população de jovens e adultos. Na cidade, dos 9.992 casos confirmados desde o início da pandemia, 7.367 estão na faixa etária entre 20 e 59 anos.

 - Percebemos neste momento que o vírus está entrando nas casas para infectar pessoas que estão se preservando e evitando sair de casa. Isso acontece porque a contaminação está aumentando na faixa etária mais jovem, aquelas pessoas circulam mais estão levando o novo  coronavírus pra dentro das casas e infectando sobretudo os mais idosos - alerta. Neste sentido, de acordo com o professor,  é fundamental que as pessoas usem mascara, evitem aglomerações, reduzam ao máximo a circulação, e reforcem as medidas sanitárias: lavando bem as mãos e usando o álcool em gel.

- Quando temos transportes lotados, festas, aglomerações, pessoas circulando sem máscara, sem respeitar as medida de prevenção, e quando a gente junta isso com os problemas na estrutura hospitalar que já existe em algumas cidades, o quadro é de caos. Os dados estão sendo mostrados o tempo inteiro, os números apontam para o aumento de casos, para um quadro crítico, mas infelizmente o que vemos é que os governos não vem usando estes dados, esses alertas da ciência, para montar estratégias para conter o avanço da pandemia - aponta.

O professor Guilherme Travassos destaca que neste momento é preciso atitude para conter a transmissão da doença. "Porque se todos adoecerem ao mesmo tempo, o sistema de saúde não terá como suportar. É necessário ação para conter o contágio", assegura o professor Guilherme Travassos. 

Um outro sistema de monoitoramento da covid-19, feito pela Universidade Federal de Campina Grande, apresenta dados específicos de Petrópolis e também aponta para o agravamento da pandemia. Neste estudo, Petrópolis já atingiu a faixa vermelha tanto em relação ao número de casos (com aceleração na transmissão), como também em relação ao número de mortes registrado.

Dados da Secretaria de Saúde do município apontam que até sexta-feira (11.12) Petrópolis tinha 9.992 casos de covid-19 confirmados e contabilizava 325 mortes. Do total de óbitos registrados desde o início da pandemia, 15  ocorreram nos primeiros 10 dias deste mês.  O boletim divulgado pela Secretaria de Saúde aponta também que o número de internações segue crescendo na cidade, com 145 petropolitanos internados - 47 pacientes a mais do que o número registrado duas semanas antes, quando 98 petropolitanos estavam hospitalizados. A análise dos dados aponta que o número de internações mais do que triplicou em um mês na cidade, passando de 48 no dia 11 de novembro para 145 na última sexta-feira.  

Questionada quanto ao aumento na velocidade de contágio na cidade apontada pelos sistemas de monitoramento das universidades federais e sobre as medidas que vem sendo adotadas para conter a transmissão da doença, a prefeitura de Petrópolis emitiu a seguinte nota:

"Com o objetivo de reduzir o risco de contágio, a prefeitura deu início à intensificação de medidas como as testagens, que monitoram a incidência da doença na cidade, ampliação de leitos, carros de som para a conscientização da população nas ruas e bairros da cidade, intensificação da higienização de ruas e locais públicos, desinfecção de ônibus, testagem de porta em porta, campanha de conscientização nas redes sociais da prefeitura e intensificação das ações do choque de ordem. Vale ressaltar que devido ao alto índice de contágio, a prefeitura vem realizando ações de conscientização com a intenção de alertar a população. Além disso, deve-se evitar as aglomerações, mesmo que familiares", dia o município em nota.

 

 



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