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  VIOLÊNCIA

Um caso de estupro é registrado a cada três dias em Petrópolis

Denúncia contra Neymar retomou a discussão sobre a violência contra a mulher: dados alarmantes

Philippe Fernandes


 No sábado passado (1º), uma denúncia virou o centro das atenções em todo o país: a modelo Najila Trindade acusou o atacante Neymar de estupro, durante um encontro realizado em Paris no último dia 15 de maio. Independente da investigação sobre a veracidade da acusação, que segue em curso, a polêmica colocou os holofotes novamente na temática sobre a violência contra a mulher. Em Petrópolis, o número de ocorrências registradas nas delegacias é considerável: houve 46 casos entre janeiro e abril de 2019, resultando em uma média de 11 casos por mês.

No mês de abril - o mais recente divulgado pelo Instituto de Segurança Pública - houve o registro de 14 casos, o segundo maior índice do ano. Em janeiro, foram registrados oito casos; em fevereiro, 16; e em março, oito. A média é praticamente igual à do mesmo período do ano, quando 48 casos foram levados aos distritos policiais do município. Os dados são alarmantes, pois mostram que, a cada três dias, um caso de estupro é registrado. E vale lembrar que o número pode ser maior, uma vez que muitas mulheres, por medo ou vergonha, não levam os casos às últimas consequências.

Para se ter uma ideia sobre a importância do assunto, em 2018 a cidade de Petrópolis teve 141 casos de abuso sexual registrados no município, o maior índice da série histórica iniciada em 2003. 

Perfil das vítimas 

Em Petrópolis, o perfil das vítimas, de acordo com o Instituto de Segurança Pública, é majoritariamente feminino (83,69%) e de cor branca (51,77%). Em 62,41% dos casos, há uma relação pregressa entre o autor do crime e a vítima: em 12,06% das ocorrências, o autor é pai, mãe, padrasto ou madastra. Em 4,96% dos casos, o companheiro é o responsável pelo estupro. Em 4,26% das ocorrências, o responsável pelo crime é amigo, vizinho ou conhecido. Filho ou enteado são autores de 2,13% deste tipo de crime no município; e ex-companheiro, por 1,42%. Em outros 22,70%, a relação entre autor e vítima era outra. Em 8,51% dos casos, não havia informação. E em 29,08% das ocorrências registradas nas delegacias, não houve nenhuma relação entre autor e vítima.

O crime de estupro, no entanto, não é a única violência praticada contra as mulheres. De acordo com o Dossiê Mulher, feito pelo ISP com dados relativos a 2018, houve a incidência de 165 casos, somando casos de assédio sexual (3), ato obsceno (10), estupro (118), tentativa de estupro (12) e importunação ofensiva ao pudor (22). As crianças e adolescentes são as maiores vítimas deste tipo de crime, totalizando 63,6% dos casos - sendo 30,3% vítimas com idade entre 0 e 11 anos; e 33,3% com idade entre 12 e 17 anos. Do total, 17% das vítimas têm entre 18 e 29 anos; 14,5% têm entre 30 e 59 anos; e não há informação em 4,8% dos casos.

Com relação ao horário, ao contrário do que muitos podem imaginar, a grande maioria dos casos acontece pela manhã: 41,2% das ocorrências aconteceram entre 6h e 12h. Outros 21,2% dos casos foram realizados entre 18h e 0h; 20% das situações relatadas foram entre 12h e 18h; e 17% dos registros ocorreram na madrugada (entre 0h e 5h). O maior número dos casos aconteceu às quartas-feiras (22,4%), seguido do domingo e da sexta (ambos com 18,2%), quinta (12,7%), terça (10,9%), segunda (9,1%) e sábado (8,5%).



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