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  Geral

Uso correto de capacete pode reduzir acidentes fatais em 40%

Jovem que morreu nesta semana usava o equipamento de forma incorreta

João Vitor Brum - joaovitor@diariodepetropolis.com.br

 

Os riscos para quem trafega em motocicletas são muitos. Por isso, é essencial que pilotos e passageiros utilizem todos os equipamentos de segurança, tanto aqueles que são exigidos pela lei quanto os opcionais, que trazem uma dose extra de proteção. O mais importante entre os equipamentos, sem dúvida, é o capacete. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso correto do capacete pode reduzir o risco de acidentes fatais em até 40% e diminuir em 70% a chance de lesões graves na cabeça.

Na madrugada do domingo passado, dia 2 de fevereiro, um grave acidente foi registrado na Rua Hyvio Naliato, no Cascatinha, quando uma queda de moto deixou duas pessoas feridas, um jovem de 17 anos e um homem, de 28.

O menor de idade morreu no mesmo dia, à noite. Segundo pessoas que estavam no local e fontes ligadas à polícia e aos socorristas, o capacete do jovem, que se chamava Lorran Tonhoqui, não estava colocado corretamente, o que prejudicou a proteção do crânio do rapaz.

A causa da morte de Lorran foi traumatismo craniano, o que poderia ser evitado com o uso correto do equipamento de segurança. Não há informações sobre o estado de saúde da outra vítima, que, até o último registro, estava internada no Hospital Santa Teresa.

O uso do capacete é exigido por lei, mas deve ser feito de forma correta, utilizando a viseira e a alça que prende o equipamento ao queixo. Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro define especificações para que o capacete seja considerado apropriado.

Utilizar equipamento sem certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), inclusive, é uma infração considerada grave, com a perda de cinco pontos na carteira de habilitação, e gera multa de R$ 127,69.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a utilização correta do capacete reduz em até 40% o risco de morte em acidentes envolvendo motos, e diminui as chances de lesões graves na cabeça em até 70%. Além disso, o Ministério da Saúde apontou que traumatismos cranioencefálicos e 65% dos traumatismos na face são prevenidos com o uso do capacete.

Como as motos, de acordo com o Sistema Nacional de Trânsito, representam mais de 27% da frota de veículos nacional (há aproximadamente 20 milhões de motocicletas e mais de 20 milhões de pessoas habilitadas na categoria A), a segurança dos pilotos e passageiros é muito importante.

Para Sérgio Tardivo, proprietário da loja Motoland, que é especializada em equipamentos para motos, são muitos os passos necessários para a proteção de todos envolvidos no trânsito, começando pelo capacete.

- O uso correto do capacete é imprescindível para a proteção do motociclista, mas é necessário que, em primeiro lugar, a pessoa saiba o seu tamanho correto. É essencial que todos entendam que qualquer deficiência no capacete pode ser prejudicial à segurança, do motociclista e de todos à sua volta - destacou o empresário, que comentou, ainda, que muitos erros podem ser notados no cotidiano petropolitano.

- É muito comum, nas ruas de Petrópolis, observarmos erros gravíssimos no trânsito, como capacetes sem viseira de proteção (ou com a viseira danificada), sem adesivos refletivos, com a presilha de segurança solta, capacetes próprios para off road sendo usados no trânsito sem óculos de proteção, e por aí vai - frisou Sérgio.

Confira os equipamentos de proteção disponíveis

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) possui quatro tipos de uso de capacete permitidos. O primeiro é o equipamento integral, com viseira e pala. Depois, vem o integral sem viseira, mas com pala - com o uso obrigatório de óculos de proteção. O terceiro é o capacete misto, com queixeira removível com pala e sem viseira - também com o uso do óculos. Por último, está o capacete conhecido como "jet", que é aberto e não possui viseira, além de haver a opção de possuir ou não pala. Neste caso, também é obrigatório o uso de óculos de proteção.

O capacete deve, ainda, possuir elementos retrorrefletivos com uma superfície de pelo menos 18 cm², assegurando a sinalização em cada lado do equipamento. Além disso, o CTB destaca os capacetes indevidos, como o "coquinho", o ciclístico e o equipamento de proteção individual, comumente utilizado na área de construção civil.

As opções de preço e qualidade de um capacete são muitas. Segundo o proprietário da Motoland, os valores começam em R$ 350 e podem chegar até R$ 4 mil.

Quanto aos óculos de segurança, não são permitidos óculos de sol, corretivos ou de segurança do trabalho. Quando houver viseira, ela só pode ficar levantada se o veículo estiver parado, como em um semáforo, por exemplo.

Porém, o uso do equipamento não é a única forma de garantir a segurança de motociclistas. Há muitos acessórios que agregam na proteção das pessoas a bordo de motos, como destacou Sérgio Tardivo.

- Usar uma boa luva; um bom conjunto de calça e jaqueta, com tecido reforçado; uma bota, de preferência, com cano longo e de couro; uma antena para cortar linhas de pipa; joelheira e capa de chuva já são formas de aumentar a proteção no trânsito - contou o empresário.

Entretanto, o mais importante para garantir o bem-estar de todos os envolvidos no trânsito é a prudência. Sérgio, que, acima de tudo, é apaixonado por motos, destaca os principais obstáculos enfrentados no cotidiano dos motociclistas.

- A sensação de liberdade, de vento no rosto, é apaixonante. Mas devemos saber que temos vários obstáculos a transpor toda vez que subimos na motocicleta. Muitos deles podem ser evitados. Por exemplo, fazendo revisões periódicas nos veículos, em especial nos itens básicos de segurança, como pneus e freios. Pilotar com atenção redobrada nos buracos, quando há óleo na pista, quando há areia de obras, cachorros que amam correr atrás das motos - disse.

- Infelizmente, há, também a antiga queda de braço com alguns motoristas de carros de passeio e ônibus, que não nos ajudam muito no trânsito, não deixando o corredor livre, por exemplo. O trânsito precisa de mais amor e menos mortes por acidentes. Enquanto isso não acontece, vamos nos manter bem equipados - completou Sérgio.



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