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  VACINA

Vacina antirrábica está em falta em Petrópolis

Wellington Daniel

 

Após reportagem sobre a questão do soro antiofídico na edição de ontem (12), outra preocupação surgiu: a disponibilidade de vacina antirrábica. A UPA do Centro também é responsável por esse medicamento. Um morador contou que procurou na segunda-feira (11) a unidade e foi dito que estava em falta. A informação foi confirmada pelo Diário de Petrópolis nesta terça-feira (12).

A raiva atinge animais mamíferos e é transmitida a seres humanos principalmente por meio de saliva de animais infectados, podendo ser através da mordida, mas também de arranhaduras ou até mesmo lambedura. O Ministério da Saúde considera a infecção um caso de extrema importância para a saúde pública. A letalidade da doença é de aproximadamente 100%. Por isso, é necessário redobrar a atenção.

Os primeiros sintomas são: mal-estar, elevação de temperatura, anorexia, dor de cabeça, náuseas, dor de garganta, fraqueza, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia. Num quadro mais grave, também podem ocorrer delírios, espasmos musculares e convulsões. De acordo com o site do Ministério da Saúde, a partir do momento em que os primeiros sinais aparecem, a vítima pode vir a óbito de dois a sete dias se não houver tratamento adequado.

A Prefeitura foi procurada pela equipe do Diário. Entre os questionamentos, foi perguntado quais unidades de saúde disponibilizam a vacina antirrábica e qual a previsão de chegada de novos lotes.

Em resposta, o governo disse que o polo para a aplicação de soro antirrábico em Petrópolis é a UPA Centro. Em 2019 até o momento foram aplicadas 516 doses. Em todo ano de 2018 foram aplicadas 3.188, sendo 549 nos meses de janeiro e fevereiro.

Segundo a Prefeitura, o fornecimento de imunobiológicos está sendo feito com atraso pelo Ministério da Saúde em todo o estado do Rio de Janeiro, por conta de restruturação da Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi). Os atrasos nas entregas aos municípios ocorrem desde janeiro.

Cabe lembrar que terminou esta semana o estoque do lote da vacina – 100 doses recebidas em fevereiro. A previsão é de que o município receba nova remessa dos imunológicos na próxima semana.

O Governo do Estado tem orientado os municípios que, em caso de ausência de algum imunobiológico, soro ou vacina, seja feito o cadastro dos pacientes não atendidos.  No caso de necessidade de aplicação do soro antirrábico, em que há urgência no atendimento - por ocorrência com animal de rua, de dono desconhecido ou silvestre - está sendo feita a solicitação das doses aos municípios vizinhos, quando há disponibilidade no estoque. A medida visa providenciar o fornecimento das doses com maior agilidade.

Para a aplicação das vacinas antirrábicas recomendadas como medida preventiva - em caso de ocorrência com animal doméstico -  havendo ausência, o paciente é cadastrado e receberá a dose assim que houver disponibilidade

Soro antiofídico

Ontem, foi mostrado que quem precisa de soro antiofídico em Petrópolis só tem a UPA do Centro para recebê-lo. A questão tem gerado preocupação, principalmente aos moradores de distritos mais distantes. A médica Amorita da Silva Grijó, professora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMP/Fase, disse à publicação que a aplicação do soro precisa ser feita o mais rápido possível.

Questionada novamente sobre o assunto, a Prefeitura respondeu que os polos em que o soro é disponibilizado são determinados pela Secretaria Estadual de Saúde, que designa um polo por município. Disse ainda que “a localização do polo de Petrópolis é adequada à demanda do município”, pois o primeiro distrito registra mais acidentes. Nos últimos dois anos foram 191 casos, contra 89 do segundo distrito, 45 do terceiro distrito, 41 do quarto e 23 do quinto distrito.

A Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica orienta que a pessoa, vítima de alguma ocorrência, não utilize de nenhum método de tratamento até que seja atendido e avaliado na unidade médica.



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