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Vereador pede explicações ao DNIT sobre monumento no Trevo de Bonsucesso 

Uma escultura em bronze, assinada por Antonio Geraldes, que reproduzia a Mazzepa, primeira carruagem a fazer o percurso entre Petrópolis e Juiz de Fora, puxada por duas parelhas de cavalos. Esse monumento, inaugurado em 1961 durante os festejos do centenário de inauguração da Estrada União e Indústria (a primeira estrada pavimentada do Brasil) pelo então presidente Jânio Quadros, simplesmente desapareceu do trevo de Bonsucesso, em Itaipava, há alguns anos.

Diante do fato, da possível perda histórica e do recente anúncio de revitalização da estrada no trecho entre o Retiro e Pedro do Rio, cujo edital para a obra foi publicado em julho, o vereador Maurinho Branco (PP) protocolou ontem (04/09) um pedido de esclarecimentos junto à Unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) em Teresópolis, para obter informações sobre o paradeiro da peça cujo valor cultural e pecuniário é até mesmo de difícil valorar.

“A peça em homenagem aos idealizadores da estrada trazia ainda à sua direita a efigie do Imperador Pedro II, patrocinador do monumento, e à sua esquerda a efigie de Mariano Procópio, construtor da Estrada União e Indústria, assim como os nomes dos engenheiros e técnicos que participaram da construção da rodovia”, explica o vereador, que buscou informações técnicas sobre a peça antes de demandar sobre seu paradeiro. Ele lembra que a notícia, por ocasião do desaparecimento,era de que as partes mais valiosas do monumento haviam sido retiradas em uma das intervenções realizadas pelo órgão federal no local, para garantir a segurança do patrimônio público.

Atualmente, no local, encontram-se apenas as colunas construídas com placas de mármore, medindo 18 metros de altura, e o retângulo monumental, também em mármore, que abrigava a escultura em bronze. Bastante danificada, ainda pode ser observada na face posterior do monumento uma placa em bronze contendo informações técnicas, como os operários que trabalharam na construção, contratados na França por Mariano Procópio.

Na verdade, não se sabe se ela foi realmente retirada pelo órgão que possui a jurisdição sobre a via ou se foi efetivamente roubada. Dúvida que poderá agora ser esclarecida tão logo o vereador petropolitano receba retorno do ofício protocolado junto ao supervisor da unidade de Teresópolis do DNIT, José Rogério Nasser. Segundo Maurinho Branco, com a revitalização da rodovia, seria importante que a peça voltasse ao seu lugar original, tendo em vista não somente o valor histórico e cultural mas também pois esse seria mais um atrativo para região, local a ser visitado por turistas e petropolitanos.



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