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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

 


 ANIVERSARIANTES AMIRP  -  Dia 8 -  Mario Dias Filho; dia 9 -  Terezinha Goivinho da Silva; dia 10 -  Helena de Paula Souza,  Reginaldo Carlos Stumpf,  Therezinha Bernardes Freire; dia 13 - Alcenir Margarida Costa Benjamim,  Maria Lourds Fagundes Segat,  Ana Cristina Siqueira; dia 14 -  Elaine Maria Zanatta de Araujo,  Luiz Antonio Caetano.  A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto 2 - aniversariantes amirp)

 


 SIGNIFICADO DE TERMOS MILITARES (“Da Onomástica Castrense”, Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro Naval Gil Ferreira) COMPANHIA – do Latim “companio”, aglutinação de “cum panis” (“os que juntos dividiam o pão”), isto é, uma tropa devidamente equipada e suprida, de forma a poder se deslocar para locais distantes de seus pontos de apoio, tanto para combater quanto para desbravar regiões selvagens; tradicionalmente, indica um “conjunto de 100 homens”. (foto 3 – companhia)



 DIA DO CORPO FUZILEIROS NAVAIS – SETE DE MARÇO - “Ad Sumus” – Lema do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha de Guerra do Brasil. Significa: “Estamos Presentes”! A mensagem é estar sempre a postos, preparados para defender a segurança, o patrimônio e a integridade da nação. Em 7 de março de 1808 a Família Real Portuguesa, fugida da Europa, desembarcou no Rio de Janeiro, com ela as primeiras tropas da Brigada Real de Marinha, embrião do Corpo de Fuzileiros Navais, que ao longo do Império e da República do Brasil recebeu várias denominações, dentre elas o de Batalhão Naval. O apreço e o carinho do povo pelos seus fuzileiros navais ficaram demonstrados em canções de compositores famosos:

“O Teu Cabelo Não Nega” de Lamartine babo, “Tem Marujo No Samba” de Braguinha e “Mulata Fuzileira” de Hervê Cordovil e Paulo Netto. Em 1932, por decreto do Presidente Getúlio Vargas foi denominado Corpo de Fuzileiros Navais, força integrante da Marinha do Brasil pronta para entrar em ação em terra, nos rios e nos mares responsável pela segurança de assuntos que dizem respeito aos interesses navais do País. (nota: naval – referente à navegação e especialmente à marinha de guerra) ( foto 4 - Fuzileiros Navais)

 

 O TEMPO E AS MINHAS REFERÊNCIAS (Dr. Amaro Luiz Alves , Administrador e Pós Graduado em Saúde Pública, ex-aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Ar)  - Domingo, dia 24 de fevereiro, eu fui fotografar a cerimônia de substituição da Bandeira Nacional na Praça dos Três Poderes, como faço sempre que posso e quando a Aeronáutica está no comando da solenidade. Clic aqui, clic ali... E um filme foi passando na minha mente. Voltei 59 anos no tempo e me vi, adolescente e junto com outros tantos, descendo de um trem, em Barbacena, por volta das quatro horas da manhã e seguindo a pé para Escola de Preparatória de Cadetes do Ar, a EPC do Ar. Na bagagem levava uma maleta com roupas simples e muitos sonhos.

O nosso comandante, brigadeiro-do-ar, era personagem mítico, paternal, soberano, um velho, que parecia nosso avô. Estava distante, intocável, separado de mim por patentes aparentemente intransponíveis, como tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis e coronéis. O sol da Praça dos Três Poderes me acorda do devaneio. Volto a fotografar e vejo o mundo real da solenidade. Minha lente encontra um brigadeiro-do-ar bem perto de mim. Faço a foto e ela está nítida, ao sol do veranico chuvoso do Planalto. Surpreendo-me com o que vejo no monitor da câmera. O brigadeiro-do-ar tem cara de menino! Que cara terá hoje este fotógrafo que era menino quando achava que o brigadeiro-do-ar era velho? (foto 5  – o tempo)

 

 PREVIDÊNCIA DOS MILITARES, UMA REFLEXÃO  (General de Divisão Roberto Maciel Santos e Coronel Eng. Mil. José Antônio Bordeira):  Assistimos à Renata Lo Prete, no Painel de 25/02/19, na Globonews, entrevistando Paulo Tafner, um dos formuladores da proposta da Previdência, e o assunto eram os militares. O entrevistado, sobriamente, disse, em outros termos, que ainda há muito preconceito contra os militares em certos extratos, por conta das brasas já quase apagadas, mas ainda quentes, acesas nos idos de 1964. A aposentadoria, aparentemente "precoce", é quase uma necessidade pelas peculiaridades da profissão.

 A higidez e o bom desempenho físico são atributos essenciais às atividades de Defesa; o plano de carreira  impõe aos militares muitas transferências ao longo dos seus 30, 35 anos de serviço, com consequências nem sempre positivas na educação, na vida familiar e social, particularmente dos filhos. Se nos permitem um pouco de romantismo, quantas amizades e amores ficam para trás... A estrutura piramidal da carreira, por outro lado, recomenda que o topo abra espaços para os escalões intermediários, possibilitando a sua ascensão, e assim  evitando congestionamentos que comprometam  a saudável renovação dos quadros. Diante dessas peculiaridades, sugere Tafner, deve, o militar, retirar-se mais cedo do serviço ativo, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. O caso de Israel nos idos de 1995 é esclarecedor. Lá  os quadros permanentes eram menores e na passagem para a reserva perdiam  algo como 20% dos vencimentos. Todavia, o militar retirado recebia um salário por cada ano de serviço, algo como um Fundo de Garantia - que não se tem no Brasil - além de vencimentos comparáveis a outras carreiras de Estado. O que o militar quer é salário decente, como a Polícia Federal, o Judiciário,  e o Ministério Público. Assim poderá fazer, na ativa, o seu "pé de meia", comprar o seu imóvel , em geral único,  e, com esforço, bem educar os filhos. Na reserva, se o mercado de trabalho lhe for favorável, aproveitando sua sólida  formação, conhecimento de Brasil e experiência profissional, poderá ter uma complementação salarial ainda necessária ou desejada.  Vive-se um verdadeiro "frisson" com a previdência dos militares, quando a grande maioria dos que tratam do assunto, pertencentes à elite intelectual brasileira, não se detêm nas características únicas da carreira. Talvez seja a hora de de deixarem de lado o preconceito e entenderem que o braço forte do Brasil é mão amiga de cada brasileiro.  (foto 6 – reflexão)


“O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.”  (Aristóteles)



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