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  Colunistas
Vida Militar
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 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

 


 ANIVERSARIANTES AMIRP - Dia 10 - Márcia Rosane de Souza Valle, Sandro Ataíde Rabello, Terezinha Bull de Mello; dia 12 - Carlos Alberto José da Cunha; dia 14 - Paulo Guilherme Júlio Gantzel, Maria Pia Príncipe Ayres da Motta; dia 15 - Silvana Príncipe Ayres da Motta; Thereza Xavier da Silva, Paulo Roberto Fagundes da Rosa. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto  - aniversariantes amirp)

 

 


 MÃE (Eng.º Mil. Jorge da Rocha Santos) – Mãe, a amplitude dessa palavra transcende aos verbetes dos dicionários com suas definições frívolas, técnicas, desprovidas de ânimo. Mãe, relicário guardião das emoções, quaisquer que sejam as espécies viventes no planeta, humana ou animal. Mãe, desígnio da Grande Sabedoria do Universo cujo perfeito entendimento nos foge à compreensão. Mãe, em quaisquer dos reinos: amor, proteção, renúncia. Mãe, percepção inata que temos desde o prodigioso momento da fecundação. Mãe, no curso da sublimidade da gestação ouvimos tua voz, teu canto, tuas preces e sentimos as angústias das tuas preocupações.  

Choramos quando deixamos o ninho reconfortante de teu útero ao sentir o ar da vida inundar os pulmões. Foi a vez primeira que tivemos o asilo do teu colo, o alimento de teu seio. A magnitude de teu amor arrosta a avareza do egoísmo. Em teu desvelo refulge o anjo encarnado que, em ato de suprema caridade, acolhe o órfão desvalido amando-o com intensidade igual à daqueles que de teu ventre hão nascido. Mãe, gênio, que nos guia na infância, orienta na juventude e aconselha na maturidade. A Coluna Vida Militar deseja para todas as mães um Feliz Dia das Mães! (foto   – Mãe)

  

 DEZ DE MAIO, DIA DA ARMA DE CAVALARIA - Manuel Luís Osorio nasceu em 10 de maio de 1808, na Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio, atual Município de Osório (RS). Filho de estanceiro, aos quinze aos quinze anos de idade sentou praça no Exército Imperial. Galgou todos os postos da hierarquia militar de sua época, mercê dos atributos de soldado que o consagraram como "O Legendário". Comandante de esquadrões, regimentos e exércitos, em período conturbado de nossa história, participou com brilhantismo das Campanhas da Independência, Cisplatina, de Monte Caseros e da Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai).

 
 Pelos seus atos de bravura, lealdade, disciplina, liderança foi escolhido Patrono da Arma de Cavalaria. Marechal e Marquês, em seu brasão há três estrelas douradas que representam os ferimentos sofridos no rosto durante a cruenta Batalha de Avaí, em dezembro de 1868. A despeito do reconhecimento que lhe fora dispensado até mesmo pelos inimigos de então e da popularidade que o transformara em mito nos campos de batalha, Osorio morreu em 4 de outubro de 1879 com a mesma simplicidade que o acompanhara durante toda a vida. (foto  – Cavalaria) (foto – Brasão do Marquês de Herval)

 

 GENERAL OSÓRIO VISTO PELO GENERAL MALLET - (História do General Osório, Vol. 1, Fernando Luiz Osório, Biblioteca do Senado) - Uma das glorias do Exército Brasileiro, General Emílio Mallet, escreveu: “Osorio era um gênio militar. Não comandava somente, brigava também. Homem alegre, sempre animado, alentava-o a esperança e a resignação nas privações. Se é verdade, como dizem, que o chefe que manda não deve ser triste, e precisa ser prudente, valente, justiceiro, generoso, cuidadoso, capaz de fazer tudo aquilo que manda fazer, Osorio era um chefe em todo o rigor da palavra, porque reunia essas qualidades em si. Além disso, possuía a grande habilidade de saber ligar as operações ao terreno, de modo a tirar deste todas as vantagens. Não conheci outro General que dispusesse de um golpe de vista mais admirável. 

De um relance, apoderava-se logo da sua situação e da do inimigo. Poderia ser derrotado, o que nunca vi. Surpreendido é que não, porque não se descuidava do inimigo um instante; julgava este capaz de todos os arrojos, e após a vitória, o revés possível.  Conservava no Paraguai o cavalo de sua montaria encilhado à maneira do campônio rio-grandense e pronto às ordens. Fazia-o, no Paraguai, puxar a cabresto, junto a um pequeno carro em que viajava, por ter as pernas enfermas.  Quando precisava, montava a cavalo; então acudia a diversos pontos para verificar se suas determinações estavam executadas. Gostava de ver e examinar tudo. Se ouvia um tiro, indagar o que havia; mas se o emissário demorava, lá ia em pessoa informar-se. Incansavelmente visitava os acampamentos, os hospitais, tudo.  Aqui aceitava o mate que Ihe oferecia o soldado e ouvia com atenção aos que lhe saíam ao caminho para falar-lhe; entregava-lhes de seu soldo tudo quanto podia, porque a sua bolsa estava sempre aberta para os soldados; ali, dava sem confusão todas as providencias reclamadas, e de tudo guardava memoria para certificar-se da sua realização. Nunca deu ouvidos à lisonja nem foi açodado em julgar. “A ideia de que pudesse cometer uma injustiça, afligia-o.” Nota: ao tempo da campanha da Guerra do Paraguai, Mallet era Tenente Coronel e comandava o 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, batizado de “artilharia revolver” pela rapidez e precisão de seus tiros. Na Batalha de Tuiuti, 24 de maio de 1866, a atuação de seu regimento foi determinante para impedir o avanço das forças paraguaias. Após a batalha foi promovido a Coronel por atos de bravura. (foto – General Osório)

“É fácil a missão de comandar homens livres; basta mostrar-lhes o caminho do dever.” (General Osório)

 



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