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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

 

 
ANIVERSARIANTES AMIRP  - Dia 13 -  Alcenir Margarida Costa Benjamim,  Maria Lourds Fagundes Segat,  Ana Cristina Siqueira; dia 14 -  Elaine Maria Zanatta de Araujo,  Luiz Antonio Caetano; dia 15 - Jorge Luiz Pinheiro,  Regina Maria Figueiredo Carandina; dia 16 -  Ana Regina Palmeira da Cunha; dia 17 -  Márcia Butturini Karl,  Lucy Marques dos Santos; dia 20 -  Heitor Wanderley Reis Guimarães, dia 22 -  Sergio Eduardo Corrêa Netto,  Maria José Távora do Amaral; dia 23 -  João Correa de Souza; dia 25 -  Pedro Paulo Corrêa Netto.  A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. 


 O TREM VERA CRUZ E OS ALUNOS DA EPCAR
(Jober Rocha, Economista, Doutor pela Universidade de Madri) - No idos de 1960, os alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em suas viagens entre o Rio de Janeiro (RJ) e Barbacena (MG), costumavam viajar em um confortável trem da Estrada de Ferro Central do Brasil chamado Vera Cruz. Eram vagões de aço, com ar condicionado, restaurante e carros leito. Uma viagem demorada. Saíamos do Rio às 21 horas e chegávamos à cidade de Barbacena pouco depois das cinco horas da manhã. Da estação, distante da escola cerca de setecentos metros, prosseguíamos a pé, caminhando sobre o leito da linha férrea. Chegávamos ao Portão da Guarda antes do toque de alvorada às 5:45 horas.  Trocávamos o uniforme e íamos para o rancho tomar o café da manhã.

Vinha a formatura matinal, depois seguíamos para as salas de aula onde, a maioria, que passara a noite toda acordada durante a viagem, se esforçava em suas carteiras de estudo para manter os olhos abertos e, muitos, sob os olhares complacentes dos professores, dormiam sobre os livros. Havia outro trem, mais barato, que apelidávamos de “trem baiano”, eram vagões de madeira, poltronas comuns e um restaurante modesto. Os alunos que ingressavam na EPCAR faziam a primeira viagem nesse trem. O tempo de duração da viagem nele era um maior do que o do Vera Cruz. Seu horário  era diferente. Saía do Rio pela manhã e chegava à Barbacena na parte da tarde. Perderíamos um precioso dia de licenciamento se optássemos pelo “baiano”. O dia pós-licenciamento era terrível. Uma insuportável vontade de dormir e tendo de cumprir todas as atividades programadas. Ao término daquele dia, após a revista do recolher, realizada às vinte e uma horas, nós apagávamos as luzes do alojamento antes do toque de silêncio, que era às vinte e duas horas, e finalmente íamos dormir! O embarque na plataforma do Vera Cruz, na gare da Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, era quase uma cerimônia, íamos com os pais, irmãos, namoradas e amigos. Todos nós vestidos com o nosso uniforme azul, quepe, luvas pretas e maleta. Eram centenas de alunos na plataforma despertando a curiosidade dos demais passageiros. Hoje, quando visitamos a EPCAR em datas comemorativas de nossas passagens por aquela Organização Militar contemplamos a velha estação, já desativada, e a linha férrea por onde tão jovens e tão cheios de sonhos caminhávamos naquelas frias manhãs de inverno. Então, furtivas lagrimas afloram em nossos olhos quando recordamos aqueles dias em que jovens, plenos de sonhos e esperanças, pisávamos aquele leito de via férrea. (foto -  vera cruz) ( foto  – restaurante do vera cruz)

 

 FORÇA AÉREA DOS EUA COMPRA AERONAVE A-29 SUPER TUCANO (DEFESA AERONAVAL, 10 de março, Luiz Padilha) - A Sierra Nevada Corporation (SNC) confirmou que a Força Aérea Americana decidiu comprar sua mais nova aeronave de ataque leve A-29. A SNC recebeu uma ação de contratação indefinida da Força Aérea dos EUA para fornecer equipamentos de suporte de solo para aeronaves A-29, treinamento de pilotos (incluindo treinamento de atualização de pilotos de instrução), suporte logístico do contratante, peças de aeronaves e manutenção para a missão do Comando de Operações Especiais da Força Aérea. “A SNC tem a honra de construir e entregar o A-29, comprovado em combate, para a Força Aérea dos EUA”, disse Mark Williams, vice-presidente de planos e programas estratégicos da aviação para a área de negócios da SNC. O A-29 é a única aeronave de ataque leve do mundo com um certificado de tipo militar da Força Aérea dos EUA. O A-29 já foi selecionado por 14 forças aéreas parceiras em todo o mundo para oferecer apoio aéreo aproximado e recursos de reconhecimento econômicos. Por mais de uma década, as Forças Especiais dos EUA procuraram adquirir o A-29 para operações de apoio aéreo e reconhecimento. (foto  – Super tucano A-29)

 


 CORONAVÍRUS E PÂNICO
(Cel. Eng. Mil Jorge da Rocha Santos) periodicamente as epidemias e as pandemias ocorrem.  Peste negra, gripe espanhola, ebola, zica, dengue etc. Alguns vírus são oriundos de rompimentos de barreiras naturais pelos seres humanos. Outros podem ser originários de fugas acidentais provenientes de ensaios laboratoriais voltados à guerra química-bacteriológica. Segundo versões, o Coronavírus 19 seria oriundo do rompimento de uma barreira natural na China, onde, a população tem o hábito de alimentar-se de animais e insetos exóticos.

Assistimos a um paradoxo nos telejornais: num mesmo noticiário os apresentadores em tom conselheiro dizem que a população não deve se assustar, devendo seguir os preceitos de higiene: usar álcool gel, lavar as mãos sempre, não levar as mãos à boca, nariz e olhos. Todavia, em outro quadro, em voz de desespero falam dos números crescentes de possíveis contaminados, da corrida aos supermercados e às farmácias, etc.. Este último comportamento, na minha opinião, alarma a população. É obvio que nos deparamos com uma situação difícil. Portanto sigamos as orientações de higiene. Lembremo-nos de que nossos pais e avós passaram por pandemias e epidemias em épocas de recursos médicos e governamentais escassos. Há inúmeras soluções, em caso de algum desabastecimento, tais como ferver a água, lavar-se após ir ao vaso, utilizar pastilhas de cloro ou gotas de iodo para purificar a água, utilizar vinagre ou solução de permanganato na purificação de alimentos, etc. Meu ponto de vista é que os aeroportos e os portos foram as principais portas de entrada e que deveriam ser ou terem sido severamente controlados desde o primeiro sinal. Em 1904, Oswaldo Cruz, determinou severas medidas para combater a epidemia de febre amarela. A atitude enérgica determinando a vacinação obrigatória sofreu forte reação popular, porém graças às medidas sanitárias executadas naquela época a doença foi erradicada.  (foto 6- pânico) 

 “Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa.” (Provérbio Chinês)



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