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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

ANIVERSARIANTES AMIRP – Dia 22 - Lygia Saldanha da Silva, Maria Fátima Veloza Ligeiro,  Marisa Antonieta Battisti de Abreu; dia 25 -  Marlene Maciel Teixeira; dia 26 -  Jaqueline Gomes,  Augusto Xavier da Silva; dia 27 -  Alcione de Souza Correa; dia 28 -  Jorge da Rocha Santos,  Gilza Mattos de Mendonça,  Francisco Maurício Martins Barroso,  Silvia Abreu Noé,  Carolina Avilla Simas Bernardes. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto 2 - aniversariantes amirp)


 
 
 DITO POPULAR - BRIGADEIRO – O petropolitano, Brigadeiro Eduardo Gomes (1896 – 1981), da Força Aérea Brasileira, gostava demais de um doce de chocolate meio caramelado que as doceiras faziam. Apreciava tanto o tal doce de chocolate que, em sua homenagem, que as doceiras passaram a chamar o docinho de “brigadeiro”. (foto 3 – dito popular)




 VINTE E QUATRO DE MAIO, DIA DA ARMA DE INFANTARIA –
Brigadeiro Antônio de Sampaio nasceu em 24 de maio de 1810. Ingressou na carreira militar em 1830 como Praça, galgando os postos por merecimento graças às inúmeras demonstrações de bravura, tenacidade e inteligência.


 Foi condecorado seis vezes por Dom Pedro II, Imperador do Brasil, no período de 1852 a 1865. Na Batalha de Tuyuty, em 24 de maio de 1866, data de seu aniversário, comandava a 3ª Divisão de Infantaria, a “A Encouraçada”, quando recebeu três ferimentos a bala, vindo a falecer em 6 de julho. Homem puro e patriota, Sampaio destacava-se por ser capacitado e corajoso, inteiramente dedicado à vida militar. Exemplo de exponencial bravura, foi consagrado Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro.  A Coluna Vida Militar cumprimenta o 32º Batalhão de Infantaria Leve - Montanha, Batalhão D. Pedro II, o “Nosso Batalhão”, na pessoa de seu comandante, Coronel Allan Danilo Paiva Salazar, pelo “Dia da Infantaria”  (foto  – Infantaria) ( foto – Sampaio)


 

 

BATALHA DE TUIUTI – PEDESTAL DA GLÓRIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO (trecho do livro “Campanha do Paraguai”, Theotônio Meirelles) – Guerra do Paraguai, ano de 1866. O Exército da Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai), com cerca de 32.000 homens, estava acampado em Tuiuti, sudoeste do Paraguai. Às 11 horas da manhã, do dia 24 de maio, quando se preparava para o rancho do almoço, ouviu-se o sibilar de um foguete à Congreve.  Imediatamente soaram no quartel general brasileiro os toques de “sentido” e “chamado ligeiro”, e em poucos momentos todos ocupavam seus postos do combate. Logo após o foguete, das matas e macegas saiu a cavalaria do General paraguaio Resquín caindo com a rapidez do raio sobre os postos avançados levou-os diante de si e desbaratou os batalhões uruguaios “Libertad” e “Independencia” que não opuseram resistência. A infantaria de Resquín em acelerado avançou apoiada por estativas de foguetes. A cavalaria argentina, comandada pelos Generais Hornos e Cáceres, sendo tomada quase de supetão apenas pode recuar célere para sua retaguarda enquanto o 3º Regimento de Infantaria de Linha Argentino formando em quadrado pretendeu resistir ao forte choque da carga que recebia, porém não conseguiu e foi quase todo acutilado e pisado pelas patas dos cavalos paraguaios. No centro do dispositivo dos aliados, as 24 peças do 1º Regimento de Artilharia Brasileira enfrentaram as cargas das colunas paraguaias de cavalaria e sobre estas romperam um fogo incessante e medonho, arremessando nuvens de metralha. Os tiros se sucediam com tal rapidez que, daí em diante, foi denominada de “Revolver” a artilharia comandada pelo Tenente Coronel Mallet. Parte da 6ª Divisão de Infantaria Brasileira se achava posicionada nos intervalos entre os canhões, auxiliando os artilheiros com cerrada fuzilaria. Os cavalarianos paraguaios, apesar de seu ímpeto e da sua coragem, nunca puderam chegar a 50 metros da artilharia brasileira. Rodopiavam sob a espessa massa de ferro que sobre eles caía e davam volta para uma nova carga, porém sempre infrutiferamente. Enquanto Resquín atacava a frente aliada, saía da mata a coluna do Coronel Díaz com tal furor que os piquetes diante dela foram varridos imediatamente, e o Regimento Argentino San Martin mal teve tempo de montar a cavalo e recuar para retaguarda para reunir-se ao exército a que pertencia. O Brigadeiro Sampaio, Comandante da 3ª Divisão de Infantaria Brasileira, vendo que a coluna do Coronel Díaz ameaçava o flanco esquerdo e a retaguarda das forças aliadas, e que estas ficariam cortadas e metidas entre dois fogos, se não fosse detida a marcha rápida de Diaz, avançou com a sua divisão em acelerado, e, já sob o fogo do inimigo, meteu as suas forças sobre o flanco esquerdo, fazendo frente à coluna de Díaz que se compunha de 7.000 homens. Sampaio não tinha mais que oito batalhões incompletos, sem artilharia nem cavalaria, mesmo assim atirou-se sem hesitar sobre o inimigo. Sentindo desde logo que era impossível conter as massas paraguaias a tiro de fuzil, mandou a carregar a baioneta. Mais de uma vez as forças paraguaias foram levadas até a mata impelidas pelo ferro frio, e mais de uma vez os brasileiros também tiveram de recuar, devido aos fogos que, por detrás das árvores, lhes eram dirigidos, porém sem nunca dar as costas, respondendo, em seu recuo, com o fogo de seus fuzis.   A luta continuou assim por algum tempo lutando-se braço a braço, corpo a corpo quando chegou o reforço de parte da 1ª Divisão de Infantaria Brasileira comandada pelo General Argollo. Apesar dos reforços que o General paraguaio Marcó mandou ao Coronel Díaz, a coluna paraguaia foi recalcada para dentro da mata e aniquilada pelos brasileiros que os perseguiram sempre, ficando em poder da 3ª Divisão os canhões que ela trazia. Três mil e quinhentos cadáveres paraguaios forma contados no terreno disputado entre a coluna do Coronel Díaz e a 3ª Divisão de Infantaria Brasileira. O 4º Batalhão de Voluntários da Pátria que entrou em combate com menos de 300 praças, teve 192 baixas, e entre elas o seu comandante o tenente coronel Dr. Pinheiro Guimarães, o major, o ajudante, o quartel mestre, cinco comandantes de companhia. Quatro oficiais tiveram de revezar uns após outros em conduzir a Bandeira Nacional. Igual destino sofreram os outros batalhões da 3ª Divisão. Junto à 3ª Divisão foi ferido o General Osório, e morto o cavalo em que montava. O Brigadeiro Sampaio, comandante da divisão, foi ferido mortalmente. Foram feridos cinco dos oito comandantes de batalhão! A batalha terminou às 16h30min com a vitória dos aliados. Heróis travaram a épica Batalha de Tuyuty, dentre eles se engrandeceram o General Osório, Comandante do Exército Brasileiro; Tenente Coronel Mallet, Comandante do 1º Regimento de Artilharia Brasileiro; Brigadeiro Sampaio, Comandante da 3ª Divisão de Infantaria Brasileira - “A Encouraçada”.  Honra e glória ao Exército Brasileiro, “Braço Forte, Mão Amiga”. (foto  – Tuyuty)

 

“A desilusão é a visita da verdade.” (Chico Xavier)

 



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