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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

 

 
ANIVERSARIANTES AMIRP  - Dia 20 -  Vilma Fiorini Sarmento; dia 22 -  Carmem Lúcia Klippel Fofano; dia 24 -  Fernando dos Santos,  Marluce Barbosa da Silva.A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto 2 - aniversariantes amirp)

 


 LEMBRAI-VOS DA FEB E RESPEITAI OS PRACINHAS
(General de Brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva) - Palpiteiros em assuntos militares costumam falar sobre a Força Expedicionária Brasileira (FEB) sem contextualiza-la no cenário político-militar nacional e internacional da II Guerra Mundial, 1939 a 1945, e sem conhecer História Militar, tática e operações militares. Assim, emitem opiniões sem competência para fazê-lo ou, em alguns casos, de maneira capciosa e com outros propósitos. Em 1943, o Exército teve de abandonar a ultrapassada doutrina francesa e passar para a norte-americana, em apenas um ano, pois a FEB seria enquadrada em um Corpo de Exército americano. Os EUA somente entregaram o equipamento e o armamento na Itália, já que havia dúvidas se o Brasil mandaria tropas ao front. Portanto, a FEB entrou em combate com preparação incompleta, substituindo duas divisões aliadas veteranas, ocupando uma grande frente de 15 km, onde teria de defender e atacar.

 A FEB combateria em terreno montanhoso, um exército aguerrido, considerado o mais profissional do mundo, bem equipado para o tipo de terreno e contando com forças recém organizadas com veteranos da frente russa. Sabem os palpiteiros o que isso significa? Sabem o que é um batismo de fogo e o tempo necessário para um exército de recrutas se tornar uma força eficaz?  O Exército inglês em Dunquerque (1940) e o russo na Finlândia e no leste da Rússia (1940 e 1941) são exemplos de insucessos de forças inexperientes. O emprego de tropas inexperientes do Exército dos EUA na Tunísia (1943) resultou em significativa derrota na Batalha de Passo Kasserine.  Em dezembro de 1944, a ofensiva anglo-americana contra Bolonha, na Itália, indicava a necessidade de uma parada tática e o início do inverno aconselhava esperar o fim da estação para retomar operações de movimento. O comando americano avaliou mal o valor defensivo do terreno, o poder de combate para derrotar o inimigo e os efeitos das condições climáticas. O General Mascarenhas de Morais, Comandante da FEB, alertou que  foi insuficiente o efetivo empregado nos quatro ataques a Monte Castelo, em novembro e dezembro de 1944, fato agravado quando um contra-ataque alemão desalojou a tropa americana que protegeria o flanco esquerdo dos brasileiros. Esses reveses, os dois primeiros sob o comando norte-americano, também se deveram à nossa inexperiência e preparação incompleta, deficiências superadas em dezembro de 1944 e janeiro de 1945, nos confrontos das patrulhas no front e não em campos de instrução à retaguarda. Atacar, recuar em ordem e permanecer no front sem ser substituída foi um mérito da FEB. Nos difíceis Montes Apeninos se desenvolveu a grande batalha da FEB. Batalhas duram semanas ou meses e são uma sucessão de combates com avanços, paradas temporárias e recuos. Monte Castelo, um dos pontos fortes no limite avançado da Linha Gótica, foi um dos duros combates para rompê-la. Diferente de outros exércitos, com inúmeras divisões e generais, a FEB era uma só divisão e tinha apenas quatro generais. Por isso, a essência de sua história teria de ser o combate das pequenas tropas: companhias e batalhões. Soldados, cabos, sargentos, tenentes, capitães e comandantes de unidades venceram o maior desafio do guerreiro – enfrentar o fogo inimigo com equilíbrio emocional, competência e coragem. A FEB permaneceu ininterruptamente 239 dias em combate. Das divisões dos EUA que combateram no norte da África e na Europa entre novembro de 1943 e maio de 1945, apenas doze estiveram ininterruptamente mais dias no front em combate. Amor à Pátria, sentimento do dever e camaradagem, forjados em riscos comuns uniram os pracinhas, impondo-se às diferenças e preconceitos de cor, credo, classe social e ideologia. Palpiteiros deveriam ser mais patriotas, responsáveis e cuidadosos ao emitirem suas opiniões, pelo menos em respeito a brasileiros e brasileiras – Pracinhas – que arriscaram ou deram a vida pela honra da Pátria, algo que eles nunca fizeram. (foto  – soldado brasileiro)

 

 FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (FEB) - TOMADA DE MONTE CASTELO - 21 FEVEREIRO DE 1945 -
O inverno de 1944, na Europa, chegou antecipadamente, cobrindo de neve toda a frente italiana, obrigando o General Mark Clark, Comandante do 5º Exército Americano, voltar atrás na determinação de chegar a Bolonha antes do Natal. Sendo a Força Expedicionária Brasileira subordinada ao 5º Exército Americano, entrou em um compasso de espera de dois meses e dez dias, durante o qual ocorreu uma intensa movimentação de patrulhas.

A situação foi alterada em 19 de fevereiro de 1945, quando o comando do 5º Exército determinou o início da nova ofensiva que colocaria as tropas aliadas, incluindo a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, ou seja, a FEB, rumo à fronteira da Itália com a França. O plano americano, desta vez acatou a tática de força total defendida pelo Comandante da FEB, Gen. de Divisão Mascarenhas de Morais.

Os brasileiros teriam como missão expulsar os alemães do Monte Castelo. Em 20 de fevereiro as tropas da Força Expedicionária Brasileira ocuparam a linha de partida, com seus três regimentos em condições de investir rumo a Castelo. À sua esquerda progrediria a 10ª Divisão de Montanha Americana, tropa de elite, que tinha como responsabilidade tomar o Monte Della Torracia e garantir, dessa forma, a proteção do flanco mais vulnerável do setor. O ataque começou às 6 horas da manhã do dia 21 com os três batalhões do 1º Regimento de Infantaria, Regimento Sampaio. O 1º Batalhão, comandado pelo Major Uzeda seguiu pela direita, o 3º Batalhão, comandado pelo Major Franklin na direção frontal do Monte e o 2º Batalhão, comandado pelo Major Sizeno Sarmento, aguardou nas posições privilegiadas que alcançou durante a noite, o momento de juntar-se aos outros dois batalhões.


 Pelo plano americano, a 10ª Divisão de Montanha, deveria tomar o Monte Della Torracia até às 17 horas. O 4º Corpo de Exército Americano estava certo de que Monte Castelo não seria tomado antes de Della Torracia. Assim, estabeleceram para os brasileiros a hora limite das 18 horas para chegarem ao topo de Monte Castelo. Entretanto, às 17h 30min, quando os primeiros soldados do 3º Batalhão (Maj. Franklin) do 1º Regimento pisaram no cume do Monte Castelo, os americanos ainda não haviam vencido a resistência alemã. Só o conseguiriam noite adentro, quando os nossos pracinhas há muito já haviam completado sua missão, e começavam a ocupar, no vértice de Monte Castelo, as trincheiras e casamatas recém-abandonadas pelos alemães. Para a esperada vitória, os três batalhões brasileiros coordenaram-se à perfeição. Deve-se creditar também uma considerável parcela do sucesso aos fogos precisos da Artilharia Divisionária, comandada pelo General Cordeiro de Farias, que fez o cume do Monte Castelo, entre as 16h e 17h do dia 20, parecer vulcão em atividade, com bombardeios tão precisos que deixaram os alemães atarantados. (foto  – FEB) (foto  – Monte Castelo)

“Há três maneiras pelas quais os homens conseguem o que querem: planejando, trabalhando e orando.” (General George Patton)



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