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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

ANIVERSARIANTES AMIRP  - dia 7 -  Gisele Ventura Notaroberto; Dia 8 -  Miguel de Oliveira e Silva; dia 10 -  Márcia Rosane de Souza Valle,  Sandro Ataide Rabello,  Terezinha Bull de Mello; dia 12 -  Carlos Alberto José da Cunha; dia 13 -  Jaira Maia. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto 2 - aniversariantes amirp)

 

 “oito DE MAIO” – “DIA DA VITÓRIA” –
em oito de maio de 1945 ocorreu a rendição da Alemanha nazista. Marcou o término na Europa, da II Guerra Mundial (1939 – 1945), com a vitória das nações aliadas sobre o nazi-fascismo. Vitória da democracia. Honra e glória aos nossos soldados, marinheiros e aviadores, que dela participaram. Nossa homenagem e nossa gratidão pelo espírito de sacrifício e amor à Pátria que eles demonstraram no sagrado cumprimento do dever. (foto 3 – Dia da Vitória)

 


 MINISTRO TARCÍSIO GOMES DE FREITAS – UM ENGENHEIRO DIGNO DO PATRONO DE SUA ARMA
(Cel. Eng. Mil. Jose Antonio S. Bordeira. Fontes: Agência Brasil SP - 07/04/21; www.gov.br - 08/04/21; www.cnnbrasil.com.br - 08/04/21). No dia 10 de abril passado, a Coluna Vida Militar comemorou o Dia da Arma de Engenharia e destacou a figura heroica de seu patrono: Tenente Coronel João Carlos de Villagran Cabrita (1820-1866). Morto em combate, em 10 de abril de 1866, na batalha do Passo da Pátria, na Guerra do Paraguai. Um dos heróis brasileiros daquela sangrenta guerra. Mas, hoje em dia, temos engenheiros combatentes e engenheiros militares dignos de seu patrono. O Ministro da Infraestrutura é um desses exemplos: Tarcísio Gomes de Freitas, na sua trajetória de militar, formou-se oficial da Arma de Engenharia em1996, diplomou-se engenheiro militar no IME em 2002 e, dentre outras funções militares, fez parte da Missão Brasileira de Estabilização do Haiti, como chefe da Seção Técnica da Companhia de Engenharia que integrou aquela Missão.

 Hoje, o então Capitão Engenheiro Militar atua em outra frente de combate. Agora, como ministro, luta de forma incansável para que o país ocupe o lugar que merece no cenário mundial. Em uma frente de trabalho, busca recuperar a infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária que encontrou, em janeiro de 2019 e, na outra frente, procura soluções de privatização de ativos federais para diminuir  a carga de atribuições do Estado. Assim, tivemos no mês de abril passado uma atuação esplêndida do Ministro Tarcísio:  em leilão realizado em 7 de abril, foram concedidos à iniciativa privada 22 aeroportos em 12 estados. As três empresas que arremataram os  blocos norte, central e sul de aeroportos pagarão ao governo federal a quantia de R$ 3,3 bilhões de reais, pela concessão adquirida para operar tais aeroportos por 30 anos.  Destacamos dentre outros aeroportos; Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Curitiba e Londrina (PR),São Luiz (MA) e Teresina (PI). Na frente ferroviária, o Ministério da Infraestrutura, no dia 8 de abril, realizou o leilão para a concessão do 1° trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), entre as cidades de Ilhéus e Caitité, na Bahia. A empresa vencedora do certame pagará ao governo a quantia de 32,7 milhões de reais pela concessão da ferrovia por 35 anos de operação. Esse trecho está sendo concedido com 75% das obras realizadas pelo governo, cabendo à empresa vencedora concluir os 25% restantes. O mês de abril foi realmente exitoso com a realização dos leilões de concessão conduzidos por esse magistral Engenheiro Tarcísio Gomes de Freitas. Uma coincidente e extraordinária homenagem à Arma de Engenharia de nosso Exército.  (foto  – Ministro Tarcísio)

 

 ÚLTIMO TIRO DA ARTILHARIA BRASILEIRA NA CAMPANHA DA ITÁLIA, 29 DE ABRIL DE 1945 (Cel. Art. Tancredo Ramos Jubé) - Segunda Guerra Mundial, Teatro de Operações da Itália, 29 de abril de 1945, norte da Itália, na frente brasileira em Fornovo, a contra-ofensiva alemã, iniciada na véspera, dia 28, entra pela noite e atinge a madrugada do dia 29. Dois batalhões do 6º Regimento de Infantaria apoiados pelo 3º Grupo de Canhões 105 mm, se opõem tenazmente à tentativa do inimigo. A 2ª Bateria do 3º Grupo de Canhões 105mm,  comandada pelo Capitão Walmick Ericssen,  se estabeleceu  na localidade de Colecchio. Os quatro canhões ocuparam posição no campo de futebol da cidade. Iniciaram seus tiros às 1:45 horas de uma madrugada fria e escura.

Comandava a Linha de Fogo, 1º Tenente Amerino Raposo Filho que, devido a velocidade do avanço da infantaria da FEB, estava com sérias dificuldades para manter o apoio, pois além do tempo enevoado que dificultava a observação do inimigo, estava com uma carta topográfica com escala de 1/100 000,  inadequada para regulagem do tiro, e o pior, estava com munição reduzida. O Comandante da Artilharia Divisionária, General Oswaldo Cordeiro de Farias, determinou que a Bateria fizesse o tiro com presteza, pois um Batalhão do 6° RI, precisava com urgência do apoio de fogos de artilharia, porque enfrentava um inimigo com efetivo bastante superior. O Tenente Raposo convocou os quatro chefes de peça e os pôs a par da situação. Decidiu, estimando uma distancia de 2 km, fixar, na carta topográfica, um quadrilátero cujos vértices seriam, no terreno, os alvos em que cada peça atiraria de modo intermitente, procurando, com esse artifício, dar às tropas germânicas a ideia da existência de outras unidades de artilharia na área. Os canhões abriram fogo, conforme estabelecido. Súbito, no calor da contenda, pelo telefone de campanha chega uma ligação do Tenente-Coronel José de Souza Carvalho, Comandante do 3º Grupo, para o Tenente Raposo, Comandante da 2º Bateria, com a seguinte ordem: “CESSAR FOGO!” “O INIMIGO ESTÁ CERCADO!”. Eram duas divisões inimigas nas mãos dos brasileiros: uma alemã e outra italiana. Um feito inédito naquele Teatro de Operações. Porém, eis que logo após a ligação ser encerrada chegaram os reforços em munição. O que fazer? Em uma silenciosa decisão unânime, a Bateria, cumpriu a ordem recebida, porém com um certo retardo. Os canhões voltaram a lançar fogo, numa explosão final, não mais com tiros intermitentes, mas em rajadas sucessivas, com intensidade e duração, externando a vontade de consumir toda munição. Era o espetáculo de adeus à guerra. Aqueles disparos foram os últimos da campanha. A derradeira missão de tiro da Artilharia Brasileira na Segunda Grande Guerra,  cumprida pelo 3º Grupo de Canhões 105 mm, hoje 20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, Grupo Bandeirante. (foto  – Último Tiro)

 

“Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.” (Abraham Lincoln)

 

 



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