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  Colunistas
Vida Militar
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 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

 
ANIVERSARIANTES AMIRP-Dia 17 -  Denise Ribeiro Fraga,  José Renato Mauler; dia 18 -  Rodrigo Martins Scali; dia 20 -  Margareth Aparecida de A. Rocha; dia 21 -  Anesia Rabello;  dia 23 -  Iraci Barroso, Maria Clara de Souza César. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto 2 - aniversariantes amirp)

  

 
DITO POPULAR: “Rodar a Baiana” - Diferentemente do que possa parecer, essa expressão não tem sua origem relacionada à Bahia, e sim ao Rio de Janeiro, pois a região era palco, já no início do século 20, de famosos desfiles dos blocos de Carnaval, onde as baianas eram a principal atração. Supostamente, no meio desses blocos, alguns rapazes beliscavam as nádegas das meninas, e para acabar com o problema, alguns capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas, e ao primeiro sinal de desrespeito, aplicavam um golpe de capoeira. As pessoas que assistiam aos desfiles não entendiam nada, apenas viam uma confusão e a baiana rodar. (foto 3 – dito popular)

 

 

 
 

VINTE DE SETEMBRO, DIA DO PATRONO DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA, MARECHAL DO AR EDUARDO GOMES (Cel. Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos - fontes: www.fab.mil.br; Wikipédia; Brasilescola) -Nasceu no dia 20 de setembro de 1896.  Aprovado em concurso, foi matriculado na Escola Militar de Realengo em 31 de abril de 1916. Foi declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia do Exército Brasileiro em 17 de dezembro de 1918. Em 5 de julho de 1922 participou do episódio que passou à História como os "18 do Forte", quando foi gravemente ferido. No julgamento que se seguiu, foi condenado e desterrado para a Ilha de Trindade. Em 1927, quando foi criada a Arma de Aviação, compôs a primeira turma de oficiais transferidos para a nova Arma.

Foi o primeiro Comandante do Grupo Misto de Aviação, criado  em maio de 1931, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, RJ. Desse grupo partiu, em 12 de junho de 1931, o avião que realizou a primeira linha do Correio Aéreo Militar, dando origem ao atual Correio Aéreo Nacional. No Comando do 1º Regimento de Aviação,  enfrentou a Intentona Comunista em 27 de novembro de 1935, quando foi ferido mais uma vez. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi transferido para a recém criada Força Aérea Brasileira e, a 12 de dezembro de 1941, assumiu o Comando da 2ª Zona Aérea, nele permanecendo até janeiro de 1945. Participou da  organização e construção das Bases Aéreas que desempenharam importante papel na 2ª Guerra Mundial, pelo que recebeu do governo americano a Comenda da Legião do Mérito. Permaneceu de 1946 a 1951 à frente da Diretoria de Rotas Aéreas, tendo marcado sua administração por notáveis realizações especialmente no que se refere à expressão do Correio Aéreo Nacional. Ocupou duas vezes o Ministério da Aeronáutica: no Governo Café Filho, de 24 de agosto de 1954  a 11 de novembro de 1955, e no Governo Castelo Branco, de 11de janeiro de 1965 a 15 de março de 1967. Como Ministro da Aeronáutica, em 1965, permitiu o desenvolvimento da aeronave Bandeirante, importante marco que culminou com a fundação da EMBRAER, empresa que colocou o Brasil como importante ator da indústria aeronáutica mundial grande demonstradora da capacidade tecnológica brasileira e da competência industrial do nosso povo. Faleceu em 13 de junho de 1981. (foto 4 – Marechal do Ar Eduardo Gomes)

 

 

  

 
OSTRACISMO DE UM HERÓI PETROPOLITANO (Cel. Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos) - Ostracismo, termo que na Grécia antiga significava a condenação ao isolamento ou exclusão da sociedade. Para tal, colocavam o nome do indesejado no interior de uma ostra. Nos dias atuais significa o afastamento de um indivíduo do meio social e seu esquecimento. O Marechal do Ar Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea Brasileira, filho de Luiz Gomes Pereira e de Jenny de Oliveira Gomes, nasceu em Petrópolis, RJ, no dia 20 de setembro de 1896. Fez o curso primário, atual primeiro grau, no antigo Curso Werneck, na sua cidade natal, e o curso ginasial, atual segundo grau, no Colégio São Vicente na cidade do Rio de Janeiro.

 Fez concurso para a Escola Militar do Realengo, Rio de Janeiro, RJ, sendo aprovado e matriculado em 31 de abril de 1916. Concluiu o curso em 17 de dezembro de 1918, sendo declarado Aspirante-a-oficial da Arma de Artilharia. Tinha um imenso carinho pela cidade de Petrópolis, onde residia em um apartamento no Edifício Centenário, na Rua 16 de Março. Sempre que podia, visitava sua mãe Dona Jenny, seu irmão Stanley e os seus amigos e conterrâneos petropolitanos. Suas estadas em Petrópolis eram imediatamente notadas pelo povo, pois o brigadeiro dava longos passeios de bicicleta pelo Centro Histórico e vias periféricas cumprimentando a todos. Eduardo Gomes, em sua bicicleta, atendia a todos os que o cumprimentavam e o petropolitano sempre o via como seu mais ilustre conterrâneo e autêntico protagonista de memoráveis cruzadas cívicas. Frequentava o antigo Cine Petrópolis, na Rua do Imperador, assistindo filmes sempre na última sessão e sentando-se na última fileira. O Brigadeiro faleceu em 13 de junho de 1981. A cidade do Rio de Janeiro deu o nome de Parque Brigadeiro Eduardo Gomes ao aterro do Parque do Flamengo, porque este fica defronte ao edifício Seabra, localizado na rua Praia do Flamengo, onde Eduardo residiu. O Aeroporto Internacional de Manaus, AM, é denominado "Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes". Em São José dos Campos, SP, a praça em frente ao portão principal do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) também tem o seu nome. Foi tão bem quisto que as doceiras deram o nome de “brigadeiro” a um docinho de chocolate que ele tanto gostava.  Contudo, em Petrópolis, sua terra de nascimento, residência, bálsamo de repouso se abate o ruço da indiferença.  Não há prédio, vila, travessa, rua ou praça que ostente o nome do Marechal do Ar Eduardo Gomes, nem pedestal com o seu busto. Nenhuma homenagem! Um inexplicável ostracismo! (foto 5 – ostracismo)

 

“A história é émula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.” (Miguel de Cervantes)


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