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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 

 
21 de novembro de 2021.
 
 
 
ANIVERSARIANTES AMIRP – Dia 20 -  Sebastiana Luzia Ataide Rabello; dia 21 - Sidney Teixeira de Souza, Adriana Viana P. Gallucci; dia 22 - Mauro Martins Peixoto,  Eliane de Jesus Abreu,  Suely Mercaldo de Almeida; dia 24 -  Emilce Zanatta Quadrelli, Luiz Felipe da Cruz Soares; dia 25 -  Paulo Lúcio Tesch Loureiro,  Diana de Almeida Silva. A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades.
 

 
 
O DESCANSO DE UM GUERREIRO (Leandro Dantas, 5 de setembro de 2021, facebook) - O Northrop F-5E TIGER  II,  sem sombra de dúvidas, é uma aeronave icônica no mundo e principalmente aqui no Brasil. Ela é a aeronave de caça operada por mais tempo em nossa Força Aérea, com gerações de caçadores da FAB passando nos comando dessa frota muito bem mantida e atualmente, modernizada.
A respeito da modernização feita na nossa frota, consta que é o F-5E mais moderno do mundo, fruto de uma parceria entre a EMBRAER e uma empresa Israelense. Mas, como qualquer guerreiro, uma hora chega o seu merecido descanso, e foi o caso no ano de 2019 do nosso FAB 4823. Ele foi o terceiro F-5E na linha de produção da Northrop entregue para FAB na planta da Northrop, em quatro de junho de 1975. Durante toda a sua vida operacional ele pertenceu à frota do 1° Grupo de Aviação de Caça, ostentando a pintura clássica de camuflagem asiática. Em princípios de 2009 foi entregue à EMBRAER para modernização retornando para operações, em 2 de dezembro de 2009, e reintegrado à frota do 1° Grupo de Caça, em Santa Cruz, RJ. Durante sua vida operacional modernizado, temos ele passando pelo Esquadrão Pampa, em Canoas, RS. Posteriormente retornou ao o 1° Grupo de Caça sendo este o seu último Esquadrão. Em 2020 foi aposentado pela FAB. O F5E Tiger II 4823 pertenceu ao grupo dos primeiros F-5E em operação no Brasil, e, com certeza, muito bem voado pela FAB.  Assim fica um pequeno registro histórico desse guerreiro que foi responsável pela Defesa Aérea do Brasil.

 

 

 
 
BANDEIRA DO BRASIL (Cel. Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos, fonte: “A Bandeira do Brasil e Outros Símbolos Nacionais”, IBGE, 2019) - Após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, uma nova bandeira foi criada para representar o momento que o Brasil atravessava. Raimundo Olavo Coimbra salienta três fatores como responsáveis pela modificação da bandeira, na passagem do Império para a República. O primeiro fator foi a onda anti-imperial, que provocou um acirrado debate entre republicanos e monarquistas à época. Por um lado, os monarquistas irritavam-se ao ver entre os republicanos um pano verde-amarelo, como se estas fossem as cores exclusivas dos adeptos do Império.
Por outro, os republicanos desejavam mudar a bandeira ao máximo, ao perceberem o apego que os monarquistas tinham pelo pavilhão até então vigente. O segundo fator foi a influência do Positivismo nos dias da República Nova, especialmente regida por alguns de seus expoentes, como Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, responsáveis por projetar a nova Bandeira Nacional. Essa doutrina filosófica, fundada na França por Augusto Comte, embora não tenha tido maior repercussão na Europa, ganhou muitos adeptos na América do Sul, sobretudo no Brasil, onde sua influência foi sentida nos primeiros anos da criação da República. O terceiro fator, por último, foi a tentativa dos positivistas de se evitar qualquer imitação norte-americana. Para eles, a nova bandeira não poderia lembrar, de modo algum, os Estados Unidos, e também não queriam que perdêssemos nossas tradições latinas. A França, então, foi a nação eleita como inspiração. Ainda por isso, rejeitaram a bandeira provisória adotada nos primeiros dias da República, do Clube Republicano Lopes Trovão, baseada no modelo norte-americano. Assim, a bandeira idealizada por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos e desenho de Décio Rodrigues Villares, acabou por se inspirar na Bandeira do Império, que vigorou por 67 anos e foi desenhada pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret. O Prof. Manuel Pereira Reis, catedrático de Astronomia da então Escola Politécnica do Rio de Janeiro, foi responsável por projetar as estrelas, que ficaram na bandeira apesar da inspiração norte-americana, da qual os positivistas desejavam se afastar. O chefe do então governo provisório, Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, aprovou o modelo de bandeira por meio do Decreto nº 4, de 19 de novembro de1889, substituindo legalmente a bandeira da Monarquia pela nova Bandeira Nacional. 

 

 

 
DEZENOVE DE NOVEMBRO – DIA DA BANDEIRA - SALVE LINDO PENDÃO DA ESPERANÇA! (Cel. Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos, fonte “A Bandeira do Brasil e Outros Símbolos Nacionais” IBGE 2019) -  Nossa bandeira tem a formatação original do verde e do amarelo da Bandeira do Império do Brasil. O campo verde representava a Casa de Bragança, dinastia de D. Pedro I, e o amarelo do losango - formato dos brasões femininos na heráldica portuguesa - representava a Casa de Habsburgo, dinastia de D. Leopoldina. No mundo dos símbolos, o losango é comumente associado à mulher e ao feminino. O losango, em especial, simbolizaria a presença das mulheres brasileiras que lutaram pela Independência, ou, mais especificamente, D. Leopoldina, esposa que D. Pedro I homenagearia na bandeira imperial.
Na bandeira da república, as cores verde e amarela da bandeira imperial foram mantidas, pois, o decreto que criou a bandeira republicana, nos seus considerandos, diz que: "as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do Exército e da Armada na defesa da Pátria e... que essas cores, independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da pátria entre as outras nações".  O campo azul corresponde ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889. As constelações que figuram na Bandeira Nacional devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. Novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõe o aspecto celeste referido àquela data, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul da Bandeira Nacional sem afetar a disposição estética original.  O lema "Ordem e Progresso", sempre em verde, é uma forma abreviada do lema político positivista cujo autor é o francês Auguste Comte: “O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim”.  

 

“O progresso não é mais do que o desenvolvimento da ordem.” (Auguste Comte)



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